Política

STF forma maioria para manter condenações no caso Marielle Franco

Três ministros já votaram pela rejeição dos embargos; penas de 9 a 76 anos permanecem em vigor
STF mantém condenação caso Marielle Franco: ministro em sessão de julgamento institucional no plenário da Corte Suprema.

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal formou maioria nesta quinta-feira (18) para rejeitar os embargos de declaração dos cinco condenados por planejar o assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, em 2018, no Rio de Janeiro.

Com a maioria formada, ficam mantidas penas que variam entre 9 e 76 anos de prisão. O voto da ministra Cármen Lúcia ainda não havia sido registrado no momento da publicação.

O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, votou pela rejeição dos recursos e foi seguido pelos ministros Cristiano Zanin e Flávio Dino. A análise tramita no plenário virtual do STF, onde os ministros examinam pedidos de esclarecimentos sobre supostas omissões e contradições nos votos, além de questionamentos sobre cerceamento de defesa.

Em seu voto, Moraes avaliou que os argumentos apresentados pelas defesas demonstram inconformismo com o entendimento da Corte — e não propriamente inconsistências na decisão. O relator reiterou que o conjunto probatório reunido ao longo do processo é sólido o suficiente para fundamentar as condenações.

A motivação do crime

Segundo a Procuradoria-Geral da República, a execução de Marielle Franco foi motivada pela atuação política da vereadora, que teria atrapalhado interesses dos irmãos Brazão — entre eles, a regularização de áreas comandadas por milícias no Rio de Janeiro.

A PGR sustentou ao longo de toda a ação penal não restar dúvidas de que os irmãos Brazão foram os mandantes dos crimes.

A decisão desta semana consolida o julgamento concluído em fevereiro, quando os ministros da Primeira Turma já haviam considerado que as provas reunidas ao longo do processo confirmam a participação de cada um dos cinco acusados nos crimes apontados pela Procuradoria-Geral da República.

Em maio, o ministro Alexandre de Moraes já havia mantido as prisões preventivas dos cinco condenados enquanto os embargos ainda tramitavam no STF — decisão que agora se consolida com a formação de maioria para rejeitar os recursos.

As penas dos condenados variam de 9 a 76 anos de prisão, refletindo os diferentes graus de participação reconhecidos pela Corte no planejamento do duplo assassinato ocorrido em 2018.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Parecer do PGR libera plenário do STF para julgar lei que reduz penas de golpistas

STF forma maioria para manter condenações no caso Marielle Franco

Polícia Civil pede a Moraes autorização para ouvir Bolsonaro sobre Glock apreendida

Wagner diz que dólares da PF são diárias do Senado e recebe apoio de Lula