Política

Alexandre de Moraes mantém prisões de Domingos Brazão e Rivaldo Barbosa no caso Marielle

Decisão do STF reforça necessidade de manter investigados presos para evitar obstrução das investigações sobre assassinato de Marielle Franco

Alexandre de Moraes, ministro do STF, decidiu manter as prisões preventivas de Domingos Brazão e do delegado Rivaldo Barbosa, investigados pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

A decisão foi tomada para garantir a ordem pública e assegurar a continuidade das investigações, segundo a Justiça.

O caso envolve denúncias de mandantes ligados a esquemas de loteamentos ilegais em áreas de milícia no Rio de Janeiro.

Contexto do caso Marielle Franco

A vereadora Marielle Franco foi assassinada em março de 2018, junto com o motorista Anderson Gomes, em um crime que gerou grande comoção nacional e mobilizou investigações para identificar mandantes e executores.

Segundo a Procuradoria-Geral da República, Domingos Brazão e seu irmão Francisco Brazão são acusados de serem os mandantes do crime, motivado pela atuação de Marielle e do PSOL contra esquemas de loteamentos ilegais em áreas de milícia na Zona Oeste do Rio.

O delegado Rivaldo Barbosa, que chefiava a Polícia Civil do Rio, teria auxiliado os mandantes fornecendo “diretrizes de execução” e atuado para garantir impunidade, de acordo com as investigações da Polícia Federal.

Ronnie Lessa, ex-policial militar e autor dos disparos, foi condenado a 78 anos e nove meses de prisão. Élcio Queiroz, também ex-PM e motorista do carro usado no crime, recebeu pena de 59 anos e oito meses.

Decisão judicial e repercussão

O ministro Alexandre de Moraes destacou que a necessidade das prisões preventivas deve ser reavaliada periodicamente, mas considerou que a soltura de Domingos Brazão e Rivaldo Barbosa poderia resultar em obstrução das investigações.

A decisão do STF foi recebida com reações diversas. Familiares de Marielle Franco e movimentos sociais continuam cobrando justiça e o esclarecimento completo do caso.

Em delação premiada, Ronnie Lessa apontou os irmãos Brazão como mandantes do assassinato e afirmou que Rivaldo Barbosa teria atuado para acobertar o crime. Francisco Brazão, irmão de Domingos, cumpre prisão domiciliar.

A denúncia da PGR ao Supremo detalhou que a morte de Marielle foi encomendada em resposta à atuação da vereadora e do PSOL contra os interesses dos envolvidos em loteamentos ilegais.

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