Economia

Acordo EUA-Irã abre caminho para fim dos subsídios a combustíveis

Ministro Guimarães diz que queda do petróleo tornaria desnecessárias as subvenções e até o PLP 114
Subsídios combustíveis e acordo EUA Irã: Trump, bandeiras iranianas e barris de petróleo em pauta

O ministro José Guimarães anunciou nesta terça-feira (16) que o governo pretende suspender os subsídios a combustíveis se o acordo de paz entre Estados Unidos e Irã for confirmado — com cerimônia de assinatura prevista para sexta-feira (19).

Em entrevista à GloboNews, Guimarães disse que a redução das tensões no Oriente Médio deve derrubar os preços internacionais do petróleo, esvaziando a necessidade das subvenções para proteger o consumidor brasileiro.

O Brent, referência global, recuou cerca de 5% nesta terça e passou a ser negociado entre US$ 81 e US$ 83 — o menor patamar em três meses.

Subvenções e o PLP 114 em xeque

O governo mantém atualmente diferentes formas de subvenção ao setor de combustíveis. Segundo Guimarães, todas elas poderiam ser revistas caso o petróleo sustente uma trajetória de queda com o arrefecimento do conflito no Oriente Médio.

Também estaria ameaçada de perder urgência a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 114, em tramitação na Câmara dos Deputados. O texto prevê redução da carga tributária sobre combustíveis a partir de 2026 — medida que o ministro considera desnecessária se os preços internacionais caírem de forma sustentada.

Petróleo em queda livre

A perspectiva de entendimento entre Washington e Teerã retirou do mercado o temor de interrupções no fornecimento global de petróleo. Com isso, o Brent recuou para a faixa de US$ 81 a US$ 83 por barril — queda de aproximadamente 5% em um único pregão, o menor patamar da commodity em três meses.

Foi justamente para conter esse cenário que o governo ampliou as subvenções: quando EUA e Irã trocaram ataques diretos, o barril disparou mais de US$ 4 em um único dia, pressionando os combustíveis no Brasil. Petróleo sobe mais de US$ 4 com ataques entre EUA e Irã.

O mercado financeiro reagiu ao anúncio feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e por mediadores internacionais, reforçando a expectativa de normalização da oferta global de energia.

O acordo que mudou o cálculo energético do Brasil

O acordo que motivou a revisão dos subsídios foi anunciado no domingo (14), quando o Brent recuou 4% para US$ 84 após Trump e o Paquistão confirmarem o entendimento — com cerimônia de assinatura marcada para a mesma sexta-feira (19) citada por Guimarães. Saiba como o acordo reabriu o Estreito de Ormuz e derrubou o petróleo.

A reação dos mercados na segunda-feira (15) já antecipava o alívio que o governo agora quer capitalizar: o dólar recuou para R$ 5,04 e as bolsas asiáticas dispararam com o anúncio do entendimento entre Washington e Teerã. Leia a análise completa sobre o impacto do acordo nos mercados globais.

Se o petróleo mantiver o recuo, o governo Lula terá a oportunidade de desmontar um pacote de subvenções que pressionava as contas públicas — e de enterrar o PLP 114 antes mesmo de sua votação final na Câmara.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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