O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) anunciou nesta sexta-feira (12) que, se eleito, vai propor ao Congresso Nacional a classificação de facções criminosas como organizações terroristas e a mobilização das Forças Armadas na Amazônia para enfrentá-las.
A declaração foi feita em entrevista à CBN João Pessoa e marca a segurança pública como eixo principal de sua plataforma para as eleições de 2026.
Na entrevista, Caiado afirmou que o avanço das facções tem provocado a perda do controle estatal sobre territórios, justificando a necessidade de uma resposta mais dura. Ele citou pesquisas de opinião favoráveis à medida como respaldo político para a proposta.
O ex-governador de Goiás tomou como referência a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais — e respondeu a questionamentos sobre possíveis riscos à soberania brasileira argumentando que a iniciativa tem suporte popular.
A proposta de Caiado chega duas semanas após os Estados Unidos classificarem PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais — decisão que ele elogiou e usa como referência para justificar a medida no Brasil.
Em relação às Forças Armadas, o pré-candidato identificou a Amazônia como região estratégica para o tráfico internacional de drogas e disse que o uso militar na área seria levado ao Congresso Nacional caso vença o pleito. A segurança pública aparece como o tema que Caiado pretende usar para se diferenciar no debate presidencial de 2026.
Quando a classificação americana foi anunciada, Caiado já havia declarado que sua única frustração foi não ter chegado antes à Presidência para tomar a iniciativa — posição que agora detalha em proposta formal de campanha.
O tema tem unido candidatos da direita na corrida ao Planalto. No debate da Amcham em maio, Caiado e Zema já haviam feito propostas semelhantes lado a lado, sinalizando que o endurecimento penal contra facções virou plataforma comum da direita na disputa presidencial de 2026.
A proposta concentra dois elementos que o candidato pretende usar como bandeiras: o alinhamento com a política de tolerância zero adotada por países como El Salvador e referenciada pelos EUA, e a defesa da soberania territorial no interior da Amazônia, onde o Estado brasileiro enfrenta dificuldades históricas para impor presença.
O pré-candidato não detalhou os mecanismos legais necessários para viabilizar as mudanças, mas sinalizou que levaria o tema ao Congresso Nacional como prioridade de governo.
