O Terminal Portuário de Vila Velha (TVV), no Espírito Santo, inaugurou nesta quarta-feira (10) a Retroárea Penedo, nova área de armazenamento que amplia em 40% a capacidade operacional do complexo.
Com investimento de R$ 35 milhões e 65 mil metros quadrados, a expansão reforça o papel do TVV como principal porta de entrada de carros elétricos e híbridos importados — cerca de 90% dessas importações nacionais passam pelo litoral capixaba.
A nova estrutura deve permitir o recebimento de aproximadamente 8 mil contêineres adicionais por mês, aliviando gargalos logísticos e reduzindo a necessidade de desviar cargas para portos de outros estados. O TVV é o único terminal capixaba que opera com contêineres.
Nos últimos 12 meses, o terminal movimentou cerca de 217 mil contêineres. A carga geral alcançou 929,7 mil toneladas em 2025, volume 30% superior ao registrado no ano anterior — números que já atraem novos negócios nos setores de siderurgia e offshore.
Polo logístico em expansão
Para o coordenador do Comitê Logístico do Sindiex, Breno Sasso, a inauguração representa uma melhora concreta no fluxo de mercadorias. “A ampliação beneficia exportadores e importadores ao aumentar a capacidade operacional do terminal e reduzir o tempo de permanência das cargas no porto”, afirmou.
A administradora Log-In Logística Integrada projeta que a eficiência conquistada com a expansão contribua para reduzir custos ao longo de toda a cadeia logística — impacto que pode refletir no preço final de produtos e na competitividade das exportações brasileiras.
A Retroárea Penedo encerra um ciclo de investimentos de R$ 205 milhões realizados pela Log-In no TVV desde 2021. A empresa prevê ainda aportar mais de R$ 500 milhões no terminal até 2048, dentro do contrato de concessão.
O horizonte de longo prazo sinaliza confiança no crescimento da demanda — tanto pelo avanço das importações de veículos eletrificados quanto pela expansão de setores industriais que devem ampliar o uso da estrutura portuária capixaba.
Custos logísticos e competitividade
O setor carrega um peso estrutural relevante: cerca de 16% do PIB nacional é consumido por custos logísticos, índice que pressiona o preço final dos produtos e limita a competitividade das exportações. Ganhos de eficiência como os proporcionados pela ampliação do TVV têm potencial de reduzir esse impacto de forma sistêmica.
A expansão também gerou empregos diretos no Espírito Santo, contribuindo para o desenvolvimento econômico regional e consolidando o estado como um dos principais polos logísticos do país.