Política

TCU aprova contas do governo Lula de 2025 com ressalvas em estatais

Tribunal aponta falhas em PPSA, Correios e orçamento; alertas sobre compressão fiscal
TCU aprova contas de Lula 2025 com ressalvas sobre Correios e gestão fiscal

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta quarta-feira (10) as contas do governo Lula de 2025 com ressalvas. O relator, ministro Benjamin Zymler, identificou irregularidades na gestão de estatais, falhas com recursos da Pré-Sal Petróleo e problemas nas garantias do Tesouro.

A aprovação com ressalvas é o veredito intermediário do TCU — posição entre a aprovação limpa e a rejeição das contas. O parecer prévio serve de base para o julgamento definitivo, que cabe ao Congresso Nacional.

Ressalvas às estatais e ao Tesouro

Uma das principais críticas envolve o repasse de recursos federais a empresas estatais que não dependem diretamente do Tesouro Nacional. Segundo o parecer, o governo não acompanhou adequadamente o uso desse dinheiro — especialmente nos casos em que os valores ficaram parados ou geraram rendimentos financeiros.

Zymler também fez ressalvas à gestão dos recursos administrados pela Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA). As receitas de natureza pública não foram recolhidas à Conta Única do Tesouro Nacional nem incluídas no Orçamento da União, contrariando princípios constitucionais de legalidade, transparência e unidade de caixa.

Correios e garantias sem lastro técnico

A situação dos Correios também está no centro das ressalvas. O TCU apontou que a análise que embasou a concessão de garantia federal ao plano de reestruturação da estatal não demonstrou de forma suficiente a viabilidade econômico-financeira nem a capacidade efetiva de pagamento.

O relator indicou possível descumprimento de normas de governança pública e de responsabilidade fiscal, que exigem avaliação prévia dos riscos envolvidos na operação.

Orçamento sem lastro em obras em andamento

Outra irregularidade apontada envolve os Ministérios das Cidades e da Integração e Desenvolvimento Regional, além da Codevasf. Novos projetos foram incluídos na Lei Orçamentária de 2025 sem que obras em andamento estivessem adequadamente cobertas e sem previsão suficiente de recursos para conservação do patrimônio público — em desacordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Alertas sobre compressão fiscal e fundos ociosos

Além das ressalvas formais, o TCU emitiu uma série de alertas ao Executivo. O principal deles aponta que o avanço das despesas obrigatórias, dos mínimos constitucionais e das emendas parlamentares tem comprimido os recursos disponíveis para políticas públicas e investimentos sem proteção legal específica.

O tribunal também sinalizou preocupação com o acúmulo de recursos ociosos em fundos públicos. O mais citado é o Fundo Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização (Fundaf), cujo elevado volume de superávits financeiros revela descompasso entre arrecadação e capacidade de execução das despesas previstas.

A ressalva dos Correios não é novidade: em maio, o TCU já havia identificado que o Tesouro Nacional concedeu garantia ao empréstimo de R$ 12 bilhões da estatal sem análises técnicas suficientes para dimensionar o risco fiscal assumido pela União.

A sessão foi acompanhada pelos ministros Bruno Moretti (Planejamento), Miriam Belchior (Casa Civil) e Vinicius Marques de Carvalho (Controladoria-Geral da União). O parecer prévio do TCU orienta, mas não vincula, o Congresso Nacional, que tem a palavra final sobre a aprovação ou rejeição das contas presidenciais.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

CCJ da Câmara aprova PEC que reduz maioridade penal para 16 anos

Ação humana quadruplicou inundações costeiras extremas desde 1900, revela estudo

Engenheiro demitido por alertar sobre riscos do Grok processa xAI por retaliação

TCU aprova contas do governo Lula de 2025 com ressalvas em estatais