Economia

Com tarifa de 25% dos EUA e crise no Irã, dólar abre o dia em queda

Antes de entrar em vigor, proposta americana passa por consultas públicas e audiência prevista para julho
Retrato de líder americano e crise do Irã refletindo impacto da tarifa EUA 25% em produtos brasileiros

O dólar abriu em baixa de 0,26% nesta terça-feira (2), cotado a R$ 5,0094 por volta das 9h, em sessão marcada por dois vetores simultâneos: a proposta americana de impor tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros e o agravamento da crise nas negociações entre EUA e Irã.

A medida foi anunciada na segunda-feira, após Washington concluir uma investigação comercial contra o Brasil com base na Seção 301 da lei americana. O governo dos EUA acusa o Brasil de adotar práticas consideradas “irrazoáveis” e prejudiciais ao comércio americano.

A proposta americana de tarifa de 25% abrange a maior parte das mercadorias brasileiras exportadas aos EUA, mas ainda não está em vigor. Antes de uma decisão final, o governo americano realizará consultas públicas e uma audiência prevista para julho. A expectativa é que a definição sobre a adoção das sanções ocorra até meados do próximo mês.

Crise no Oriente Médio pesa sobre os mercados

No front geopolítico, o Irã interrompeu as negociações com os Estados Unidos na segunda-feira, em meio a novos ataques de Israel no Líbano. No sábado, tropas israelenses haviam capturado o histórico castelo de Beaufort, no sul do Líbano — a incursão mais profunda do país em 26 anos. Negociadores iranianos passaram a exigir um cessar-fogo no Líbano como condição para qualquer acordo com Washington.

O presidente Donald Trump afirmou ter conversado com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e com representantes do Hezbollah, apoiado pelo Irã. Trump declarou que um cessar-fogo está em vigor entre as partes no Líbano e que Netanyahu concordou em não avançar com tropas em direção a Beirute.

O impasse entre Washington e Teerã não é novidade: no fim de maio, quando as projeções de inflação já acumulavam sete semanas seguidas de alta, o dólar recuava a R$ 4,97 em cenário muito semelhante ao de hoje. Com as tensões aparentemente mais controladas após as declarações de Trump, a alta nos preços do petróleo arrefeceu durante a tarde — e a pressão sobre o câmbio também recuou.

No início de maio, quando os dois países pareciam próximos de fechar um acordo de trégua e o dólar havia recuado a R$ 4,91, o otimismo diplomático que animava os mercados parece hoje distante diante do novo ciclo de ataques e da ruptura nas negociações.

Inflação e mercados globais

O mercado financeiro elevou pela 12ª semana consecutiva sua previsão de inflação para o Brasil em 2026. Segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central, a estimativa passou de 5,04% para 5,09%. A principal razão apontada é a alta do petróleo impulsionada pela guerra no Oriente Médio, que pressiona os preços de combustíveis. Apesar disso, economistas mantiveram a projeção de queda dos juros e elevaram levemente a estimativa de crescimento econômico para 2026.

Mesmo em meio às incertezas geopolíticas, os três principais índices de Wall Street registravam alta na segunda-feira: Dow Jones (+0,02%), S&P 500 (+0,46%) e Nasdaq (+0,69%).

As bolsas europeias, por outro lado, recuaram às mínimas da semana. O índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 0,8%, enquanto DAX (Alemanha) caiu 0,40%, CAC-40 (França) recuou 0,45% e o índice britânico fechou com baixa de 0,68%.

Na Ásia, os mercados fecharam sem direção definida. Dados fracos da indústria chinesa pesaram sobre Xangai (-0,27%) e CSI300 (-0,98%). Em sentido oposto, Hang Seng (Hong Kong) subiu 0,86%, Nikkei (Japão) avançou 1,4% e Kospi (Coreia do Sul) saltou 3,68%.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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