Economia

Dólar sobe com tarifa de 25% dos EUA sobre o Brasil e guerra no Irã

Irã acusa EUA de ataque a hospital oncológico e ameaça retaliar no Estreito de Ormuz
Trump anuncia tarifa de 25% Brasil EUA em meio à guerra no Irã, dólar dispara nos mercados globais

O dólar abriu esta quinta-feira (16) em alta de 0,21%, cotado a R$ 5,0888 por volta das 9h, pressionado pela confirmação da tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e pela escalada dos ataques americanos contra o Irã.

O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) publicou a medida na noite de quarta-feira (15), com vigência a partir de 22 de julho, enquanto Washington intensifica os ataques a alvos iranianos ligados ao Estreito de Ormuz.

Tarifa de 25% sobre produtos brasileiros

A tarifa foi confirmada pelo USTR após uma investigação de um ano baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, que apura barreiras comerciais impostas por outros países. O governo Trump acusa o Brasil de práticas que “oneram ou restringem” o comércio bilateral, citando o sistema de pagamentos PIX, o acesso ao comércio de etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria. A confirmação já era esperada desde a véspera, quando se encerrava o prazo para o USTR anunciar o resultado da investigação sobre o tarifaço contra o Brasil.

Itens como petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose ficaram de fora da nova cobrança, que passa a valer em 22 de julho. Segundo a Fazenda, as exceções tendem a manter o impacto agregado modesto, e o governo brasileiro aposta na resiliência das exportações mostrada após o tarifaço do ano passado, com recuperação gradual desde novembro.

Novos ataques dos EUA contra o Irã

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) confirmou uma nova rodada de ataques contra centros de comando, posições de defesa aérea, capacidades de mísseis e drones e instalações de vigilância costeira do Irã, incluindo a região de Bandar Abbas. Segundo o Centcom, o objetivo é reduzir a capacidade iraniana de ameaçar embarcações comerciais que cruzam o Estreito de Ormuz. A disputa pelo canal já vinha se intensificando um dia antes, quando Trump anunciou um bloqueio naval ao Irã e uma taxa de 20% sobre toda carga que passa pelo canal.

O Irã classificou os ataques como um “ataque bárbaro” depois que um hospital oncológico no sudoeste do país precisou evacuar pacientes por causa de bombardeios nas proximidades. Em publicação no X, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, disse que 211 pacientes em tratamento de quimioterapia foram retirados do local. A escalada remonta ao início da semana, quando o Irã bombardeou bases americanas no Bahrein, Kuwait, Omã e Jordânia e fechou o Estreito de Ormuz por tempo indeterminado.

Teerã classifica o Estreito de Ormuz como uma “linha vermelha” inviolável e ameaça retaliar contra toda a infraestrutura da região do Golfo caso Trump ataque instalações iranianas. Na véspera, o presidente americano afirmou que o governo do Irã quer “chegar a um acordo desesperadamente”.

O clima de tensão também pesou nas bolsas asiáticas, que fecharam majoritariamente em queda puxadas pelo desempenho fraco de fabricantes de semicondutores: o CSI 300 caiu 1,85%, o SSEC recuou 2,03%, o Nikkei perdeu 2,79% e o Kospi despencou 6,37%. Na contramão, o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,33%.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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