Economia

Dólar sobe com retaliação iraniana e desemprego brasileiro em 5,8%

Irã atacou base aérea americana após ofensiva dos EUA; câmbio abre em alta enquanto mercado aguarda o Caged
Conflito no Oriente Médio: Irã ataca EUA, dólar sobe com tensão no Estreito de Ormuz e petróleo

O dólar abriu em alta nesta quinta-feira (28), cotado a R$ 5,07, pressionado pela intensificação do conflito militar entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio.

Teerã atacou uma base aérea americana próxima ao aeroporto de Bandar Abbas como retaliação a bombardeios dos EUA na véspera — e avisou que novos ataques receberão resposta “ainda mais decisiva”.

No cenário doméstico, o IBGE revelou taxa de desemprego de 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026. Dados do Caged serão divulgados às 14h30.

Escalada no Oriente Médio pressiona o câmbio

A Guarda Revolucionária do Irã confirmou o ataque a uma base americana localizada na periferia do aeroporto de Bandar Abbas — a mesma estrutura que os EUA teriam utilizado em sua ofensiva da quarta-feira (27). Teerã classificou a ação como um “aviso sério” e afirmou que respostas futuras serão “ainda mais decisivas”.

O confronto mais recente ocorre poucos dias depois de os EUA atacarem plataformas de lançamento de mísseis e embarcações iranianas no sul do Irã na terça-feira (26) — episódio que já havia pressionado dólar e petróleo nos mercados globais. Militares americanos também afirmaram ter derrubado drones iranianos considerados ameaças na região.

O Irã acusou os EUA de violar o cessar-fogo firmado em 7 de abril. Apesar da escalada, os dois países mantêm negociações para um possível acordo de paz mediado pelo Paquistão. O governo iraniano afirmou considerar improvável uma retomada total da guerra, alegando que os adversários demonstram “fraqueza”.

Em paralelo, Washington anunciou sanções contra a recém-criada Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA), órgão criado por Teerã para coordenar o tráfego e cobrar taxas de embarcações comerciais no corredor marítimo por onde passa parcela significativa do petróleo mundial.

Agenda doméstica: jornada e mercado de trabalho

No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou na noite de quarta-feira uma PEC que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas em até 14 meses, abrindo caminho para o fim da escala 6×1. A proposta segue para o Senado, onde deverá enfrentar resistência.

O IBGE registrou taxa de desemprego de 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026. O Caged, que mede a geração de empregos formais com carteira assinada, terá seus dados divulgados às 14h30.

Mercados globais: Wall Street sobe, Ásia cai

Mesmo diante da escalada no Oriente Médio, Wall Street fechou em alta na quarta-feira. O Dow Jones avançou 0,36% e registrou novo recorde de fechamento. O S&P 500 subiu 0,02% e o Nasdaq ganhou 0,07%.

Na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600 avançou 0,03%, com ganhos nos setores automotivo e químico. Os maiores saltos ficaram com o Ibex 35 espanhol (+0,49%) e o CAC-40 francês (+0,43%). O DAX alemão foi na contramão e caiu 0,03%.

Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em queda. O SSEC de Xangai recuou 1,25%, o Hang Seng de Hong Kong perdeu 1,06% e o CSI300 cedeu 0,80%. O Nikkei japonês encerrou o pregão praticamente estável.

O conflito entre EUA e Irã, iniciado no fim de fevereiro após ofensivas americanas e israelenses, tem como epicentro o Estreito de Ormuz, rota estratégica pela qual passa parte relevante do petróleo comercializado no mundo. O Irã restringiu o tráfego na região; os EUA responderam com bloqueio naval aos portos iranianos.

Analistas já sinalizavam a fragilidade do entendimento: especialistas dos Emirados Árabes estimavam apenas 50% de chance de um acordo entre as partes, alertando que Teerã poderia perder a janela diplomática — prognóstico que se confirma com a nova rodada de ataques e a acusação de violação do cessar-fogo.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
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