O Brasil abriu 85.888 vagas formais em abril de 2026, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira (28) pelo Ministério do Trabalho e do Emprego.
O saldo positivo mantém o mercado de trabalho formal em crescimento, mas representa recuo expressivo em relação ao desempenho excepcional registrado em março.
De 27 unidades federativas, 24 encerraram o mês com saldo positivo na criação de empregos com carteira assinada.
Três dos cinco grandes grupos de atividades econômicas registraram saldos positivos em abril, de acordo com o Ministério do Trabalho. O órgão não detalhou, na nota desta quinta-feira, quais setores lideraram ou frearam a geração de vagas no período.
No recorte estadual, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais foram os destaques positivos do mês. Os três estados concentram a maior parcela do emprego formal urbano no Brasil e costumam puxar os resultados nacionais do Caged.
Do lado negativo, Alagoas, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte encerraram abril com mais demissões do que admissões. A presença de Alagoas e Rio Grande do Norte entre os resultados negativos repete padrão estrutural já mapeado no primeiro trimestre, quando o desemprego avançou em 15 estados e evidenciou o fosso regional no mercado de trabalho.
Caged não mede desemprego geral
Os dados do Caged contemplam exclusivamente trabalhadores com carteira assinada e não incluem o mercado informal. Por essa razão, os números não são comparáveis com os indicadores de desocupação do IBGE. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) registrou 6,1% de desemprego no primeiro trimestre de 2026, o menor índice histórico para o período.
O resultado de abril representa uma desaceleração em relação a março, quando o Brasil gerou 228 mil vagas formais — quase o triplo do registrado no mesmo mês de 2025 e o segundo melhor desempenho histórico para o período. Ainda assim, o saldo segue positivo e reforça a sequência de crescimento no emprego formal ao longo do ano.
No balanço anual, a taxa de desocupação oficial ficou em 5,6% em 2025, o menor patamar desde o início da série histórica do IBGE, em 2012. O índice recuou 1 ponto percentual em relação a 2024, quando estava em 6,6%, sinalizando trajetória consistente de melhora no mercado de trabalho brasileiro.
O Ministério do Trabalho não apresentou, na nota desta quinta-feira, projeções para os próximos meses nem detalhou fatores sazonais que possam explicar a desaceleração em relação a março.
