O Brasil criou 228.241 empregos formais em março de 2026, saldo quase três vezes superior ao registrado no mesmo mês de 2025 — quando o resultado ficou em 79.994 vagas —, segundo dados do Caged divulgados nesta quarta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho.
O desempenho foi o segundo melhor da série histórica para meses de março, medida desde 2020.
O setor de serviços liderou as contratações com 152.391 vagas, seguido pela construção civil, responsável por 38.316 postos abertos no período.
O salto expressivo em março reposicionou o mercado de trabalho brasileiro após um início de ano irregular e superou folgadamente o patamar do mesmo período em 2025. A força do resultado ficou concentrada no setor de serviços, que respondeu por mais de dois terços das contratações do mês — 152.391 vagas de um total de 228.241.
Construção civil como segundo motor
A construção civil figurou na segunda posição, com 38.316 empregos com carteira assinada gerados em março. O desempenho do setor reflete o aquecimento sustentado da atividade, apoiado por programas habitacionais e pela expansão de obras em diversas regiões do país.
O resultado de março contrasta com o desempenho fraco de fevereiro, quando o Caged registrou o pior saldo para o mês desde 2023, revertendo parte da desaceleração acumulada no início do ano.
Acumulado do trimestre recua ante 2025
Apesar do salto em março, o balanço do primeiro trimestre de 2026 ficou aquém do registrado no mesmo período do ano anterior. Entre janeiro e março, o Brasil gerou 613 mil vagas formais — contra 675.119 no mesmo trimestre de 2025, uma retração de aproximadamente 9%.
O dado indica que, embora março tenha devolvido fôlego ao mercado de trabalho, os dois primeiros meses do ano pesaram sobre o resultado consolidado. O desempenho nos próximos meses será determinante para avaliar se a recuperação de março representa uma virada de tendência ou um resultado pontual.
Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), levantamento mensal do Ministério do Trabalho que mede o saldo líquido de admissões e demissões no setor formal da economia brasileira.
