Economia

Dólar avança 0,32% com déficit fiscal recorde e dados globais no radar

Rombo de R$ 56 bi em maio leva dívida pública ao maior nível desde 2021; bolsas asiáticas fecham mistas
A Reserva Federal com dados econômicos globais influenciando a alta do dólar

O dólar abre esta quarta-feira em alta, cotado a R$ 5,1794 com valorização de 0,32% por volta das 9h, pressionado por dados fiscais domésticos preocupantes e indicadores externos no radar dos investidores.

O setor público brasileiro registrou déficit primário de R$ 56,1 bilhões em maio — alta de 66,5% sobre o mesmo mês de 2025 —, empurrando a Dívida Bruta do Governo Geral para 81,1% do PIB, o maior patamar desde maio de 2021.

Fiscal e mercado de trabalho: duplo sinal de alerta

O CAGED revelou criação de 73 mil postos formais em maio no Brasil, número abaixo do esperado e que reforça a leitura de desaceleração gradual da economia. Do lado americano, o relatório JOLTS mostrou aumento nas vagas de emprego abertas nos EUA no mesmo período — sinal de que o mercado de trabalho americano segue resiliente e reduz a pressão para cortes de juros pelo Federal Reserve.

O resultado fiscal é o dado que mais pesa no câmbio doméstico. Despesas superaram receitas em R$ 56,1 bilhões em maio, com alta de 66,5% na comparação anual. A Dívida Bruta do Governo Geral avançou de 80,2% para 81,1% do PIB — nível inédito desde maio de 2021 — e reacende o debate sobre sustentabilidade fiscal do país a médio prazo.

Agenda concentra indicadores de três regiões

O destaque do dia fica com os índices de atividade dos EUA, do Brasil e da zona do euro. Os dados serão monitorados em busca de sinais sobre o ritmo de crescimento global e possíveis efeitos sobre as expectativas de política monetária nas principais economias. As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, têm início às 10h.

Bolsas asiáticas fecham sem direção única

Na Ásia, os mercados encerraram a sessão de forma mista, com investidores avaliando dados sobre a atividade industrial chinesa. O CSI 300, índice das maiores companhias de Xangai e Shenzhen, recuou 0,41%, enquanto o índice de Xangai (SSEC) subiu 0,44%. No Japão, o Nikkei avançou 0,59%. A maior queda do bloco ficou com o Kospi, da Coreia do Sul, que desvalorizou 2,04%. O Hang Seng de Hong Kong permaneceu fechado por feriado local.

A relação entre dados de emprego americanos e o câmbio brasileiro é direta e recorrente. Quando o payroll de maio surpreendeu com 172 mil vagas — mais que o dobro das projeções —, o dólar disparou a R$ 5,12, ilustrando o mecanismo de transmissão entre o mercado de trabalho americano e o real. Com o JOLTS desta semana apontando aquecimento persistente nos EUA, o Federal Reserve mantém o compasso de espera — e o câmbio brasileiro segue respondendo ao sinal.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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