Economia

Brasil alcança muito alto desenvolvimento humano pela primeira vez na história

Índice chegou a 0,805 em 2024, mas desigualdades entre raças e gêneros ainda separam grupos
Bandeira do Brasil representando o muito alto desenvolvimento humano alcançado em 2024

O Brasil ingressou pela primeira vez no grupo de países com muito alto desenvolvimento humano, ao registrar IDHM de 0,805 em 2024.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (26) pelo PNUD — Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, agência da ONU focada na erradicação da pobreza.

Em 12 anos, o índice saltou de 0,744 para 0,805. O avanço reflete décadas de políticas públicas em educação, saúde e renda — mas o progresso não chegou de forma igual para todos os grupos.

Desigualdade racial e de gênero no IDHM

O salto nacional não eliminou as disparidades internas. Pessoas brancas têm IDHM de 0,851 — no nível de muito alto desenvolvimento —, enquanto pessoas negras marcam 0,774, ainda no patamar de alto desenvolvimento. A distância diminuiu ao longo da série histórica, mas permanece expressiva.

A desigualdade racial no índice reflete o que o Índice de Justiça Econômica Racial já havia mapeado: mulheres negras seguem com os piores indicadores de renda, emprego e educação do país, concentradas na base de uma pirâmide econômica ainda rígida.

Entre homens e mulheres, a diferença também é visível: homens chegaram a 0,802 (muito alto desenvolvimento) e mulheres ficaram em 0,798 (alto desenvolvimento). Quando o IDHM é ajustado pela renda do trabalho, as disparidades de gênero se aprofundam ainda mais.

Estados e a assimetria regional

Dos 27 estados, 10 já atingiram o nível mais alto da escala. Os outros 17 permanecem no patamar de alto desenvolvimento. O Distrito Federal lidera com 0,866, seguido de São Paulo (0,838) e Santa Catarina (0,833). Na outra ponta, Maranhão (0,745), Alagoas (0,746) e Acre (0,754) registram os menores índices.

O padrão geográfico não é novidade: o IPS Brasil 2026 já havia mapeado o mesmo fosso regional, com Distrito Federal, São Paulo e Santa Catarina no topo e Maranhão e Acre na cauda do ranking de qualidade de vida nos municípios brasileiros.

Desigualdade corrói os ganhos da média

O IDHM ajustado pela desigualdade conta uma história diferente da média nacional. Em 2012, esse indicador classificava o Brasil como país de baixo desenvolvimento humano. Em 2024, avançou para o patamar de médio desenvolvimento — sinal de que a concentração de riqueza ainda dilui os ganhos para uma parcela significativa da população que não se vê representada pelo índice geral.

A dimensão de renda do índice encontra respaldo em outro dado recente: a renda média dos brasileiros chegou a R$ 3.367 em 2025, o maior valor da série histórica, impulsionada por quatro anos seguidos de crescimento da massa salarial acima de 6%. Ainda assim, a média nacional encobre abismos de distribuição.

Para o PNUD, a conquista reflete décadas de políticas públicas consistentes. Todos os 27 estados não apenas se recuperaram dos impactos da pandemia, mas superaram os níveis pré-pandêmicos — resultado que o relatório Radar IDHM, divulgado nesta terça-feira, atribui a investimentos sustentados em educação, saúde e geração de renda.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Brasil alcança muito alto desenvolvimento humano pela primeira vez na história

PF aponta que alinhamento entre Castro e Vorcaro viabilizou bilhões ao Banco Master

PF deve investigar se Flávio Bolsonaro foi à casa de Vorcaro cobrar dinheiro para filme

CNJ aprova contracheque único e blinda teto salarial dos juízes