O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou nesta segunda-feira (28) a saída do Brasil do Mapa da Fome da ONU, resultado de políticas públicas focadas na inclusão social e fortalecimento da agricultura familiar.
O novo relatório da FAO aponta que o país voltou a ter menos de 2,5% da população em risco de subnutrição, após ter retornado à lista em 2022 devido a dados de 2018 a 2020.
Lula afirmou que o governo seguirá investindo em programas sociais, mas reconheceu desafios como ampliação do acesso à educação, saúde e moradia.
Reconhecimento internacional e avanços sociais
O presidente Lula destacou que a retirada do Brasil do Mapa da Fome pela Organização das Nações Unidas (ONU) é resultado de políticas públicas voltadas à inclusão social, geração de emprego e renda, e fortalecimento da agricultura familiar. Segundo ele, o país voltou a ser referência mundial em segurança alimentar.
O relatório da FAO indica que o Brasil atingiu novamente o patamar de menos de 2,5% da população em situação de subnutrição, critério para sair da classificação de insegurança alimentar grave. O país já havia alcançado esse feito em 2014, mas retornou ao Mapa da Fome em 2022, devido à análise dos dados de 2018 a 2020.
Agora, com a média dos dados de 2022 a 2024, o Brasil volta a ser reconhecido internacionalmente pelos avanços no combate à fome.
Desafios persistentes
Apesar do avanço, Lula reconheceu que ainda existem desafios a serem enfrentados, como ampliar o acesso à educação, saúde e moradia, além de fortalecer políticas de combate à pobreza extrema. Ele afirmou: “Graças a Deus conseguimos acabar com a fome. Agora é preciso um pouco mais de força para que a gente não tenha nenhuma pessoa com fome.”
Lula também ressaltou que os dados do relatório ainda carregam o impacto do ano de 2022, considerado muito ruim, mas se mostrou otimista em relação aos próximos balanços.
Por que ainda há fome no Brasil?
Especialistas ouvidos pelo g1 apontam que, embora o alimento exista, milhões de brasileiros não têm dinheiro suficiente para adquirir produtos em quantidade e qualidade adequadas.
Analistas destacam que a produção agropecuária prioriza a exportação, o que pode impactar o abastecimento interno. Além disso, mudanças climáticas e eventos extremos são ameaças crescentes ao fornecimento de alimentos.
Outro desafio citado são os chamados desertos alimentares, regiões urbanas e rurais com pouco ou nenhum acesso a alimentos saudáveis, o que reforça a necessidade de políticas públicas integradas para garantir o direito à alimentação adequada.