Economia

Grupo de trabalho Brasil-EUA sobre tarifas inicia tratativas após cúpula Lula-Trump

Rosa convida Greer para videoconferência e revela que 74% das importações americanas já entram no Brasil sem tarifa
Negociação tarifas Brasil Estados Unidos: retratos presidenciais Lula, Trump e bandeira

O grupo de trabalho criado por Brasil e Estados Unidos para discutir barreiras tarifárias saiu do papel. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, anunciou nesta sexta-feira (8) que as tratativas estão oficialmente em curso.

Em entrevista à GloboNews, Rosa confirmou que convidou o representante comercial americano Jamieson Greer para uma videoconferência na próxima semana — possivelmente na terça-feira (12) —, dando sequência ao diálogo aberto após o encontro entre Lula e Trump em Washington.

O objetivo central das negociações é entender por que os Estados Unidos avaliam que o Brasil pratica tarifas elevadas sobre produtos importados. Para contestar essa leitura, Rosa apresentou um dado: 74% da pauta de importações brasileiras oriundas dos EUA já entram no país sem pagamento de imposto de importação.

O ministro também argumentou que o déficit comercial bilateral não representa um problema estrutural, dado o grau de complementaridade entre as economias e os fluxos de investimento entre os dois países.

Investigações americanas no pano de fundo

A conversa entre Rosa e Greer tem contexto delicado. As investigações abertas pela Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA apuram práticas como o PIX e o acesso do etanol americano ao mercado brasileiro — temas que delegações dos dois países já debatiam em Washington desde abril e que agora ganham um canal formal de encaminhamento.

Rosa integrou a comitiva presidencial que acompanhou Lula ao encontro com Trump na quinta-feira (7) e assumiu a condução técnica das negociações comerciais a partir do retorno ao Brasil.

Reunião de três horas que abriu o canal

O grupo de trabalho tem origem direta na cúpula realizada na Casa Branca. O encontro entre os presidentes durou cerca de três horas e foi descrito por ambos como positivo, com foco na retomada das relações comerciais e de investimentos bilaterais.

O mecanismo negocial foi criado justamente para garantir ao Brasil um prazo de 30 dias sem novas sanções — resultado direto da pressão exercida pelo próprio Greer durante o encontro de quinta-feira. A pauta tarifária entrou na conversa presidencial e, embora Lula tenha evitado detalhar acordos específicos, ele sinalizou disposição para tratar das barreiras que afetam exportações brasileiras.

Ao encerrar o encontro, Lula classificou a reunião como um “passo importante” para consolidar a relação bilateral. Trump, por sua vez, publicou nas redes sociais que a conversa foi “muito boa” e indicou que novos encontros devem ocorrer em breve.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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