Política

Motta anuncia que Congresso vai defender Lei da Dosimetria suspensa por Moraes

Presidente da Câmara acredita que o plenário do STF vai garantir a aplicação da norma aprovada por maioria expressiva
Motta lidera Congresso na defesa contra a suspensão da Lei da Dosimetria

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira (12) que o Congresso Nacional vai defender a aplicação da Lei da Dosimetria — suspensa no sábado (9) por decisão monocrática do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Em entrevista ao portal TMC, Motta argumentou que tanto a aprovação da lei quanto a derrubada do veto do presidente Lula foram respaldadas por maioria expressiva nas duas Casas, o que legitima, segundo ele, a posição do Legislativo.

O presidente da Câmara disse acreditar que o plenário do Supremo vai decidir pela constitucionalidade da norma.

A lei e a decisão de Moraes

Aprovada em 2025, a Lei da Dosimetria permite a revisão das penas dos condenados pelos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023. A norma havia sido promulgada por Davi Alcolumbre, presidente do Congresso, apenas na sexta-feira (8) — menos de 24 horas antes de Moraes suspender sua aplicação por decisão monocrática.

O ministro citou duas ações que questionam a constitucionalidade da lei, a serem julgadas pelo plenário da Suprema Corte. Na prática, os condenados pelos atos de 8 de janeiro terão que aguardar esse julgamento para solicitar a redução de pena.

A suspensão atinge diretamente quem já pediu revisão e impacta indiretamente os demais condenados — entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sentenciado a 27 anos e três meses de prisão no processo da trama golpista.

O argumento do Congresso

“Nós vamos defender a aplicabilidade da Lei da Dosimetria porque esse foi o caminho aprovado por ampla maioria no Congresso Nacional e o veto do presidente foi derrubado por essa maioria extremamente expressiva nas duas Casas”, afirmou Motta.

Quando o Congresso derrubou o veto de Lula, no início de maio, especialistas já alertavam que o STF teria a palavra final sobre a constitucionalidade da lei — cenário que se concretizou com a decisão de Moraes.

Desde meados de abril, Motta já articulava publicamente a derrubada do veto, com o argumento de que a lei daria ao STF condição de revisar as penas e “distensionaria” as relações entre os Poderes — posição que agora encontra novo campo de disputa no Judiciário.

Na última sexta-feira (8), a defesa de Bolsonaro pediu ao STF a revisão criminal no processo em que o ex-presidente foi condenado. O pedido, contudo, não tem relação com a Lei da Dosimetria e tramita por via separada.

No campo político, a oposição no Congresso articula uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que concederia perdão “amplo, geral e irrestrito” aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro — iniciativa paralela à batalha judicial sobre a dosimetria.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

AGU pede ao STF que declare Lei da Dosimetria inconstitucional

Parecer do PGR libera plenário do STF para julgar lei que reduz penas de golpistas

Projeto da dosimetria prevê redução de penas para condenados por tentativa de golpe

PL e ala do PT reagem a reunião na casa de Temer sobre redução de penas

Temer propõe reavaliação de projeto de dosimetria após sanções dos EUA e sugere pacto por pacificação

Relator indica que votação do projeto da dosimetria será adiada para próxima semana