Política

Ciro Nogueira chama operação da PF de perseguição e mira eleição no Piauí

Senador do PP foi alvo de busca e apreensão no caso Master; bens de até R$ 18,8 mi foram bloqueados
Ciro Nogueira e operação da Polícia Federal: perseguição eleitoral na Compliance Zero

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) publicou nota nas redes sociais nesta sexta-feira (8) chamando de “perseguição eleitoral” a quinta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na véspera pela Polícia Federal no âmbito do caso Master.

A ação, autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF, cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços de Nogueira no Distrito Federal e no Piauí. A PF aponta que o parlamentar recebeu vantagens indevidas do banqueiro Daniel Vorcaro em troca de favores ao Banco Master.

O que a PF apura

A Polícia Federal indica que Nogueira atuou em favor dos interesses do Banco Master em troca de uma mesada paga pelo próprio Vorcaro. Entre as evidências, a PF cita a apresentação de uma emenda legislativa para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) — medida que beneficiaria diretamente os clientes do banco investigado. Segundo as investigações, Nogueira era o destinatário central dos repasses, com a emenda ao FGC redigida pela própria assessoria do Banco Master e entregue pessoalmente na residência do senador.

A decisão do ministro André Mendonça também determinou o bloqueio de bens de até R$ 18,85 milhões. No mesmo dia da operação, Felipe Cançado Vorcaro, primo do banqueiro, foi preso.

A nota do senador

Em resposta, Nogueira negou as acusações e vinculou a ação ao calendário político. “Todo ano político é a mesma coisa. Tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos”, escreveu o senador, que concorre ao Senado pelo Piauí em 2026. Ele citou a eleição de 2018 como precedente, quando afirma ter crescido nas pesquisas após episódio semelhante.

As mensagens interceptadas pela PF mostram Vorcaro cobrando atrasos nos repasses mensais ao senador — valores que chegaram a R$ 500 mil por mês, segundo a investigação. Nogueira classificou a operação como “ataque maligno e sem fundamentos”.

O escândalo ganha novos contornos à medida que o caso Master avança. Documentos apresentados à CPMI do INSS revelaram que Nogueira e Antônio Rueda, presidente do União Brasil, utilizaram helicóptero de Vorcaro durante o GP São Paulo de Fórmula 1, em novembro de 2024. A aeronave, de prefixo PS-MAS e adquirida por R$ 16,4 milhões, fez três voos entre o kartódromo Ayrton Senna, em Interlagos, e o aeroporto de Congonhas.

O avanço das investigações também consolidou o STF como foro do caso. Enquanto parlamentares figurarem como alvos centrais, o processo permanece no Supremo, encerrando o debate sobre eventual transferência para a primeira instância.

Ao encerrar sua nota, o presidente nacional do PP tentou transformar a ofensiva judicial em ativo de campanha. “Esses acontecimentos me dão mais energia para lutar por mais recursos para o nosso povo do Piauí”, escreveu, sinalizando que pretende usar a narrativa de perseguição como combustível eleitoral.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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