Economia

Sinal de acordo EUA-Irã derruba petróleo 12% e abre dólar a R$ 4,90

Um dia após trocas de agressão no Golfo Pérsico, declarações de Trump sobre avanços nas negociações revertem o humor do mercado
Trump, mapa do Oriente Médio e barris de petróleo refletem dólar queda acordo EUA Irã

O dólar abriu a sessão desta quarta-feira (6) em queda de 0,13%, cotado a R$ 4,9058, na esteira de sinais positivos sobre o conflito entre Estados Unidos e Irã.

O petróleo desabou. O Brent era negociado perto de US$ 98 com queda de 11,60%, enquanto o WTI recuava 11,93%, a US$ 89,13 — reflexo das declarações do presidente Donald Trump sobre avanços nas negociações de cessar-fogo.

Segundo a Reuters, os dois países estão próximos de um acordo inicial mais simples, o que reduziu os temores de escalada do conflito que marcou a véspera no Golfo Pérsico.

De ameaças a negociações em menos de 24 horas

A reversão do humor ocorre após uma terça-feira de forte tensão. Na véspera, a trégua ainda era descrita como frágil após a troca de agressões entre EUA e Irã no Golfo Pérsico — o mesmo cenário que agora cede espaço aos primeiros sinais de acordo definitivo.

As Forças Armadas dos EUA informaram ter destruído seis pequenos barcos iranianos, além de mísseis de cruzeiro e drones, após Trump enviar a Marinha para escoltar navios-tanque retidos no Estreito de Ormuz, em operação batizada de “Projeto Liberdade”.

Trump chegou a afirmar, em entrevista à Fox News, que o Irã “será varrido da face da Terra” caso atacasse embarcações americanas. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, acusou os EUA de violar o cessar-fogo de quatro semanas — ainda que tenha sido Teerã quem fechou o Estreito de Ormuz e atacou navios comerciais durante o conflito.

Nesta quarta, o tom mudou. As declarações de Trump sobre progresso nas negociações e a proximidade de um acordo mais simples, relatada pela Reuters, foram suficientes para redirecionar os mercados globais.

Ambev registra lucro de R$ 3,89 bilhões no primeiro trimestre

No front corporativo, a Ambev divulgou lucro líquido de R$ 3,89 bilhões no primeiro trimestre de 2026, acompanhado de distribuição de aproximadamente R$ 700 milhões em juros sobre capital próprio, a serem pagos até dezembro.

Analistas do Itaú BBA avaliaram que a Copa pode sustentar o momento positivo da companhia e que a melhora dos fundamentos ao longo do ano pode destravar a valorização das ações. A Ambev projeta crescimento do custo dos produtos vendidos por hectolitro entre 4,5% e 7,5% em 2026, excluindo depreciação, amortização e o marketplace do grupo.

No cenário doméstico, o destaque do dia é a divulgação de dados do setor de serviços no Brasil e do fluxo cambial semanal, indicador que mede a entrada e saída de dólares no país.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, participa do programa “Bom Dia, Ministro” para detalhar o Novo Desenrola Brasil, cuja medida provisória foi assinada na segunda-feira.

Nas bolsas internacionais, a sessão de terça-feira encerrou em alta. O Dow Jones avançou 0,73%, o S&P 500 subiu 0,81% e o Nasdaq ganhou 1,03%. Na Europa, o Stoxx 600 fechou com alta de 0,7%, puxado pelo DAX de Frankfurt (+1,71%) e pelo CAC 40 de Paris (+1,08%), enquanto o FTSE 100 de Londres foi na contramão, com queda de 1,40%.

Na Ásia, os mercados de China, Japão e Coreia do Sul permaneceram fechados por feriados locais, reduzindo o volume global de negociações. A trégua que os mercados acompanham hoje é extensão do acordo que Trump prorrogou em 22 de abril, quando o dólar voltou abaixo de R$ 5 e o petróleo permanecia sob pressão com o Estreito de Ormuz ainda fechado.

O cessar-fogo original, firmado em 8 de abril após mediação paquistanesa, já havia derrubado o petróleo mais de 15% em um único pregão — o mesmo acordo cujos desdobramentos puxam o Brent de volta a US$ 98 nesta quarta.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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