Política

Governo acusa Alcolumbre de ‘golpe’ após Congresso derrubar veto ao PL da Dosimetria

Com 318 votos na Câmara e 49 no Senado, derrubada abre caminho para redução de penas de condenados pelo 8 de janeiro
Davi Alcolumbre lidera votação que derruba veto do PL da Dosimetria no Senado Federal

O Congresso Nacional derrubou nesta quinta-feira (30) o veto do presidente Lula ao PL da Dosimetria, com 318 votos na Câmara dos Deputados e 49 no Senado Federal — números que superaram com folga os mínimos exigidos para a derrubada.

O vice-líder do governo, Lindbergh Farias (PT-AP), classificou o resultado como “golpe comandado por Alcolumbre” e acusou o presidente do Senado de articular um acordo para blindar Jair Bolsonaro e generais condenados por tentativa de golpe de Estado.

A sessão conjunta desta quinta-feira reuniu deputados e senadores em votações separadas. Na Câmara, os 318 votos favoráveis superaram em 61 o mínimo de 257 exigido; no Senado, 49 parlamentares derrubaram o veto com oito votos além do piso de 41.

O que muda com a lei

A dosimetria define como o juiz calcula a pena com base na gravidade do crime, nos antecedentes e nas circunstâncias do caso. Com o veto derrubado, o texto passa a vigorar como lei e permite a redução de penas de condenados por atos golpistas — incluindo participantes dos ataques de 8 de janeiro de 2023.

A medida também pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados condenados pelo STF no ano passado pela tentativa de golpe de Estado em 2022.

Para Lindbergh, a votação foi construída sobre um acordo político velado: “O PL passou meses falando em CPI do Master e se calou. Ninguém fala em investigação do Master e a gente diminui a pena de Bolsonaro e dos generais golpistas. Tudo mudou”, afirmou o deputado petista, incluindo o caso Master na lista de motivações da oposição.

A articulação teve também um componente técnico: horas antes da votação, Alcolumbre declarou a prejudicialidade de um trecho do veto — um desmembramento sem precedente recente — para excluir da análise os dispositivos que conflitavam com a Lei Antifacção, manobra que o vice-líder petista enquadrou como parte da “conspiração” conduzida pelo presidente do Senado.

O líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), rebateu as acusações evocando escândalos associados ao PT. “Quantos parlamentares da base do governo assinaram a CPI do INSS e do Banco Master? Zero. Eles não querem investigações. O governo Lula é o campeão de corrupção na história do Brasil”, disse, citando o mensalão e o petrolão para rebater o enquadramento governista.

Lindbergh foi além das críticas à votação e atacou diretamente a condução de Alcolumbre à frente do Senado. “O papel do Alcolumbre foi o pior possível. A gente viveu de ontem para hoje uma grande conspiração para a construção desse acordo de blindagem contra crimes”, concluiu o vice-líder governista.

Com o veto derrubado nas duas casas, o texto vira lei — mas o governo já sinaliza que o próximo front será o Supremo Tribunal Federal, onde ações podem contestar a constitucionalidade da medida.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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