Economia

Reestruturação dos Correios avança abaixo da meta com rombo de R$ 8 bi

PDV atinge menos de um quarto do objetivo e venda de imóveis arrecada só R$ 11,3 milhões
Plano de reestruturação dos Correios em escrutínio do TCU por deficit orçamentário

Cinco meses após aprovar um plano de reestruturação, os Correios apresentaram nesta quinta-feira (23) um balanço que expõe execução abaixo do esperado em suas principais frentes de ação.

A estatal também confirmou que fechou 2025 com prejuízo de R$ 8 bilhões — resultado que amplia a pressão sobre o programa de recuperação financeira da empresa.

Os dois eixos mais visíveis do plano, o programa de demissão voluntária e a venda de imóveis, registram desempenho distante das projeções iniciais.

PDV acumula só 23% da meta anual

O Plano de Demissão Voluntária (PDV) lançado no início do ano reuniu apenas 2.347 adesões — 23% da projeção de 10 mil desligamentos prevista para 2026. O baixo interesse já havia forçado a prorrogação do prazo de adesão em março. Para 2027, os Correios ainda esperam atrair mais 5 mil voluntários ao programa.

O baixo interesse no PDV não é novidade: a estatal já havia prorrogado o prazo de adesão após acumular apenas 2.347 inscrições — 23% da meta de 10 mil prevista para o ano. Veja mais em: PDV dos Correios atinge só 23% da meta com 2,3 mil adesões.

Venda de imóveis enfrenta resistência

Nos dois primeiros leilões, realizados em fevereiro, os Correios colocaram 21 unidades à venda — mas apenas 4 foram arrematadas. No total, a arrecadação com a venda de 11 imóveis chegou a R$ 11,3 milhões até o momento do balanço.

A estatal programou novos leilões para os dias 9 e 16 de abril, com 42 propriedades disponíveis para lances em todo o país.

Fechamento de agências

Desde o início da reestruturação, 127 unidades foram encerradas. A meta é fechar 1.000 agências até o fim deste ano sem comprometer a universalização — a obrigação legal de prestar o serviço postal em todo o território nacional.

O prejuízo de R$ 8 bilhões em 2025 se insere num quadro mais amplo de deterioração das finanças das empresas públicas: as estatais federais registraram déficit de R$ 4,16 bilhões apenas nos dois primeiros meses de 2026, o pior resultado para o período desde 2002.

A crise financeira dos Correios também chegou ao Congresso Nacional. Em abril, o TCU encaminhou ao Parlamento um relatório detalhado sobre as causas do déficit e as possíveis falhas de governança da estatal, elevando o escrutínio sobre a condução do plano de reestruturação.

Com metas de PDV distantes, leilões de imóveis aquém do esperado e 127 agências fechadas de um total de 1.000 previstas, o balanço divulgado nesta quinta reforça que o caminho de saneamento financeiro dos Correios será mais longo e difícil do que o inicialmente projetado pelo Conselho de Administração da empresa.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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