Pelo menos 44 universidades federais têm serviços paralisados desde fevereiro, quando a Fasubra convocou a greve dos técnico-administrativos em educação. Aulas seguem normalmente, mas emissão de documentos, bibliotecas e setores de matrícula são afetados.
A principal exigência da categoria é o cumprimento integral do Termo de Acordo firmado em junho de 2024, que previa reestruturação de carreira e reajustes salariais para 2025 e 2026.
O que os servidores exigem
O Termo de Acordo nº 11/2024, assinado pelo governo federal, pela Fasubra e pelo Sinasefe em junho de 2024, previu reestruturação de carreira e reajustes salariais. Além de cobrar o cumprimento desse acordo, os técnico-administrativos em educação apresentam demandas adicionais que seguem sem resposta definitiva.
Posição do governo
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) afirma que o governo atendeu boa parte das reivindicações com a Lei 15.367/2026, sancionada em março, que também reestruturou planos de carreira para servidores de universidades e institutos federais — avanços que, na visão da Fasubra, ainda não cumprem integralmente o acordo de 2024.
Entre os pontos contemplados pela lei estão o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), atualmente em fase de regulamentação; a jornada de 30 horas semanais para servidores em atendimento ao público externo; e o regime de plantão de 12 horas por 60 horas para trabalhadores dos hospitais universitários e vigilantes.
O Ministério da Educação (MEC) foi procurado, mas não respondeu até o fechamento da reportagem.
As negociações que resultaram no Termo de Acordo duraram vários meses e incluíram a criação de um Grupo de Trabalho para avaliar a viabilidade técnica e jurídica das demandas da categoria. O GT realizou mais de sete reuniões entre 2024 e 2025.
A adesão à greve foi escalonada: parte das instituições paralisou imediatamente após o anúncio da Fasubra em fevereiro, enquanto outras aderiram ao longo de março e abril, ampliando o alcance da mobilização para dezenas de campi em todo o país.
O MGI ressalta que o governo “manteve e mantém diálogo permanente” com os representantes dos TAEs, citando como exemplo uma reunião realizada em 15 de abril, em Brasília — poucos dias antes de a paralisação completar dois meses sem acordo.
