O Irã anunciou nesta sexta-feira (17) a reabertura total do Estreito de Ormuz para navegação internacional — o primeiro gesto concreto do país em direção a um acordo definitivo com os Estados Unidos.
Todos os navios poderão transitar livremente pela passagem pelo período restante da trégua, que expira na próxima quarta-feira (22).
A decisão marca uma virada significativa nas negociações entre Teerã e Washington. A reabertura do Estreito era uma das principais exigências dos Estados Unidos para avançar nas tratativas pelo fim do conflito que eclodiu no Oriente Médio em fins de fevereiro.
Há apenas seis dias, o Irã havia travado a reabertura completa do Estreito porque perdera o rastro das minas navais instaladas na região durante a guerra — o que torna o anúncio desta sexta especialmente significativo. Veja o que travou a reabertura até agora.
O cessar-fogo que deu origem à reabertura foi confirmado em 7 de abril, após Trump ameaçar novos ataques caso a rota permanecesse bloqueada. A trégua, mediada pelo Paquistão, expira na próxima quarta.
Por que o Estreito de Ormuz importa para o mundo
Localizado entre o Irã e a Península Arábica, o Estreito de Ormuz é a única saída marítima do Golfo Pérsico — onde ficam grandes produtores de petróleo como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Kuwait. Pelos seus corredores navegáveis, circulam embarcações que transportam cerca de 20% de todo o petróleo e gás consumidos no planeta.
Desde o fechamento da rota, no início do conflito, os mercados globais de energia passaram a operar sob constante pressão de abastecimento. A reabertura total, ainda que temporária, deve aliviar a tensão sobre os preços internacionais do petróleo.
A janela de cinco dias até o fim da trégua, porém, acende um alerta: sem acordo antes de quarta-feira (22), o Irã pode voltar a fechar a passagem — com novos riscos para o fornecimento global de energia e para as próprias negociações de paz.
