Economia

Petróleo despenca 10% com reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã

Brent recua a US$ 89 e WTI a US$ 84 enquanto trégua com EUA permite livre circulação de navios até quarta-feira
Barris de petróleo e mapa do Estreito de Ormuz mostrando a queda no preço petróleo Estreito de Ormuz

O petróleo despencou mais de 10% nos mercados internacionais nesta sexta-feira (17), logo após o Irã anunciar a reabertura total do Estreito de Ormuz durante o cessar-fogo em vigor com os Estados Unidos.

O barril de Brent do Mar do Norte caía 10,42%, a US$ 89,03, para entrega em junho. O equivalente americano, o WTI, recuava 11,11%, a US$ 84,17, para entrega em maio.

A passagem, que concentra escoamento de grande parte do petróleo exportado pelo Oriente Médio, foi liberada para todos os navios pelo período restante da trégua, que expira na quarta-feira (22).

Trump agradece ao Irã via Truth Social

Horas antes da abertura dos mercados europeus, o governo iraniano confirmou que todos os navios poderiam circular livremente pelo Estreito de Ormuz enquanto durasse a trégua com Washington. O anúncio foi imediato e moveu os preços globais de energia com força incomum.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu publicamente na rede Truth Social: “O Irã acaba de anunciar que o Estreito do Irã está totalmente aberto e pronto para a livre passagem. Obrigado!”, escreveu.

A trégua que viabilizou a reabertura desta sexta foi selada em 7 de abril, quando Trump anunciou a suspensão dos ataques ao Irã e o WTI despencou 16% em um único pregão, conforme noticiado pelo Tropiquim à época. Na semana passada, o anúncio do cessar-fogo de duas semanas já havia derrubado o Brent abaixo de US$ 100 pela primeira vez desde o início do conflito — a mesma dinâmica de alívio que voltou a mover os mercados nesta sexta.

Oriente Médio no centro da equação energética

A reabertura ocorre em paralelo a um cessar-fogo de dez dias entre Israel e Líbano, também mediado por Trump. O acordo envolve indiretamente o Hezbollah, organização apoiada pelo Irã, e ainda enfrenta incertezas sobre sua implementação.

A liberação da principal rota de escoamento de petróleo do mundo funciona como sinal de alívio temporário para os mercados, que vinham precificando o risco de interrupções prolongadas no fornecimento global de energia.

Analistas alertam para fragilidade da trégua

A cautela tem base histórica: quando o primeiro cessar-fogo foi anunciado, em 8 de abril, o Estreito chegou a ser reaberto por poucas horas antes de as restrições serem reimpostas e o petróleo disparar novamente — episódio detalhado pelo Tropiquim e que serve de alerta para a volatilidade do cenário.

A passagem de um primeiro petroleiro pelo estreito desde o início do bloqueio reforça a percepção de normalização parcial das operações. Ainda assim, especialistas apontam que a situação permanece frágil e dependente da manutenção da trégua até quarta.

O Estreito de Ormuz é uma faixa estreita de mar que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, funcionando como corredor obrigatório para petroleiros de Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos. Qualquer bloqueio nessa rota afeta diretamente o preço do petróleo e os custos de energia ao redor do mundo. Com a trégua expirando na quarta-feira (22), o mercado monitora de perto qualquer sinal de deterioração diplomática na região.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

FARS contradiz governo do Irã e ameaça fechar Estreito de Ormuz novamente

Irã ameaça fechar Ormuz se bloqueio naval dos EUA continuar

Moraes vota pela condenação de Eduardo Bolsonaro por difamação a Tabata

Petróleo despenca 10% com reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã