Economia

Vibra adere ao subsídio do diesel e rompe bloqueio das gigantes do setor

Maior distribuidora do país é a primeira das três líderes a confirmar entrada no programa federal para abril
Lula, barris de petróleo e logo ANP em composição editorial sobre subsídio ao diesel e adesão Vibra Energia

A Vibra Energia, maior distribuidora de combustíveis do Brasil, anunciou nesta quinta-feira (9) adesão ao programa federal de subvenção ao diesel — tornando-se a primeira das três gigantes do setor a romper com a ausência registrada na fase inicial do programa.

A habilitação vale para abril. A empresa informou que ainda discute detalhes técnicos com o governo e com a ANP, com foco em adequar o processo às suas exigências internas de governança e eficiência logística.

A adesão da Vibra muda o quadro registrado no início de abril, quando as três maiores distribuidoras do país ficaram fora da primeira fase do programa — deixando a etapa de março restrita a cinco empresas menores: Petrobras, a refinaria de Mataripe (BA), Sea Trading Comercial, Midas Distribuidora e Sul Plata Trading. Raízen e Ipiranga ainda não se posicionaram.

Em nota, a Vibra afirmou que as conversas com ANP e governo buscam “esclarecer e ajustar pontos importantes para que, em outro momento, a subvenção possa ser solicitada em plena conformidade”. A empresa também reiterou apoio a iniciativas que ampliem a previsibilidade do mercado e reduzam impactos para consumidores e setores produtivos.

O subsídio ao qual a Vibra pode se habilitar

A decisão da Vibra ocorre poucos dias após o governo federal anunciar um pacote emergencial de R$ 4 bilhões que elevou o subsídio ao diesel importado de R$ 0,32 para R$ 1,52 por litro — o maior patamar já praticado no programa.

O valor de R$ 1,52 por litro combina o subsídio anterior de R$ 0,32 com o novo adicional de R$ 1,20 — sendo R$ 0,60 de responsabilidade da União e R$ 0,60 dos estados. O benefício é direcionado a importadores de diesel, que complementam a oferta interna de combustível. Há ainda uma subvenção separada de R$ 0,80 por litro para o diesel produzido no Brasil.

Por que o governo agiu

O pano de fundo das medidas é o conflito entre Estados Unidos e Irã, que pressionou os preços internacionais do petróleo e ameaça elevar custos de produção e transporte no Brasil. O agronegócio, setor altamente dependente do diesel, é o principal alvo de proteção declarado pelo governo.

O mecanismo de R$ 1,20 por litro que a Vibra agora poderá acessar surgiu de um acordo entre União e governadores, após os estados rejeitarem proposta anterior de zerar o ICMS sobre o diesel importado. A divisão igualitária entre os dois níveis de governo busca distribuir o ônus fiscal e facilitar a adesão dos governadores.

A contribuição estadual será descontada do Fundo de Participação dos Estados (FPE), sem necessidade de desembolso direto pelos governos. O programa está previsto para durar ao menos abril e maio, com custo total estimado em R$ 4 bilhões — R$ 2 bilhões para a União e R$ 2 bilhões para estados e Distrito Federal.

A medida foi instituída por meio de medida provisória publicada na terça-feira (7), que criou o Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis. A Vibra Energia é o nome adotado pela empresa após a privatização da BR Distribuidora, concluída em 2021.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

TRF-2 mantém suspensão do imposto sobre exportação de petróleo

PGFN acusa juiz de usar MP inexistente para isentar petroleiras de imposto

Diesel mais caro ameaça safra de cana no interior paulista

Governo exige transparência de distribuidoras e reajusta subsídio do Gás do Povo

TRF-2 derruba liminar e reativa imposto de 12% sobre exportação de petróleo

Petrobras corta 10% do diesel para maio e descarta importações