Economia

Governo lança pacote de R$ 4 bilhões para subsidiar diesel e conter inflação

União e estados dividem R$ 1,52 por litro em medida válida até maio; aviação também é contemplada
Composição editorial com barris de petróleo e Presidente Lula: subsídio diesel preços combustíveis governo

O governo federal anunciou nesta segunda-feira (6) um pacote de medidas emergenciais para conter a alta de preços dos combustíveis no país, com custo estimado em R$ 4 bilhões divididos entre União e estados.

A ação é resposta direta à escalada do petróleo no mercado internacional, impulsionada pelo conflito entre Estados Unidos e Irã, que eleva custos e ameaça o abastecimento.

O desconto total no diesel chegará a R$ 1,52 por litro, somando o novo subsídio de R$ 1,20 ao benefício de R$ 0,32 já concedido anteriormente pelo governo federal.

Como funciona o subsídio ao diesel

O subsídio de R$ 1,20 por litro formaliza o acordo costurado entre União e estados no fim de março, quando os governadores rejeitaram a zeragem do ICMS e obrigaram o governo federal a redesenhar o modelo. A divisão é igualitária: R$ 0,60 de subvenção federal e R$ 0,60 retidos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) de cada ente que aderir.

Somado ao subsídio de R$ 0,32 por litro criado por decreto em 13 de março, que já havia zerado as alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel, o desconto total ao consumidor chega a R$ 1,52 por litro. O benefício é direcionado aos importadores — empresas responsáveis por trazer o combustível do exterior para complementar a oferta interna.

O pacote vale pelos meses de abril e maio. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, 25 estados já aderiram. O ministro afirmou que, após muito diálogo e independentemente do lado político, todos sinalizaram positivamente. Fez apelo público para que os dois estados ainda não confirmados não deixem suas populações pagando diesel mais caro.

GLP e aviação entram no pacote

O gás de cozinha (GLP) também receberá subsídio, com cobertura da diferença entre preço nacional e internacional em até R$ 330 milhões. Para a aviação civil, diante do risco de alta de até 20% nas passagens aéreas, o PIS/Cofins sobre o querosene de aviação será zerado até o fim do ano.

O setor aéreo ainda contará com linha de crédito de até R$ 2,5 bilhões por mutuário pelo Fundo Nacional da Aviação (Fnac), voltada à reestruturação financeira das empresas. As tarifas de navegação de abril, maio e junho serão postergadas para dezembro.

O pano de fundo do pacote é a crise gerada quando o Irã fechou o Estreito de Ormuz, empurrando o barril de petróleo de US$ 60 para US$ 110. O movimento forçou o governo a montar às pressas um primeiro pacote de contenção ainda em março, avaliado em R$ 30 bilhões.

Como o Brasil importa cerca de 30% do diesel consumido internamente, a escalada do mercado internacional se traduz em pressão imediata nos preços domésticos. O combustível é o principal vetor do transporte de cargas no país, e sua alta dispara efeito em cadeia: fretes mais caros encarecem alimentos, produtos industrializados e serviços, pressionando a inflação.

As medidas foram publicadas via medida provisória, projeto de lei e decretos. As MPs têm vigência imediata, mas precisam ser aprovadas pelo Congresso Nacional, que pode alterar os termos propostos. O governo ainda decretará zeragem do PIS/Cofins sobre o biodiesel — misturado ao diesel nas bombas na proporção de 15% —, gerando economia estimada de R$ 0,02 por litro.

A estratégia é atuar apenas durante o período mais crítico da alta, protegendo especialmente o agronegócio e evitando repasse inflacionário ao consumidor final até que o cenário externo se estabilize.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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