Saúde

Casos de intoxicação por metanol em setembro em SP já representam metade da média anual no Brasil

Ministro Alexandre Padilha destaca situação anormal em São Paulo e governo federal investiga origem do metanol adulterado em bebidas

O número de casos de intoxicação por metanol em setembro, em São Paulo, já equivale à metade da média anual registrada em todo o Brasil, segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Seis casos foram confirmados no estado, incluindo três mortes, e dez ainda estão em investigação. A Polícia Federal abriu inquérito para apurar a origem do metanol utilizado na adulteração de bebidas alcoólicas.

Riscos do metanol e alerta das autoridades

O metanol é uma substância altamente tóxica, inflamável e de difícil identificação, usada na indústria para fabricar formaldeído, ácido acético, tintas, solventes e plásticos. No Brasil, serve principalmente como matéria-prima para biodiesel, mas não deve ser comercializado para consumo humano. A ingestão, inalação ou contato prolongado pode causar náusea, convulsões, cegueira e até morte, mesmo em pequenas quantidades. A Secretaria da Saúde orienta buscar atendimento médico imediato em caso de suspeita de intoxicação. O Centro de Controle de Intoxicações (CCI-SP) oferece apoio pelo telefone (11) 5012-5311 e 0800 771 3733.

Segundo o ministro Alexandre Padilha, “o país costuma ter 20 casos por ano de intoxicação por metanol. A partir de setembro, foi quase metade das notificações que costumam ter no ano e concentrado apenas em São Paulo, o que chama atenção”. Ele classificou a situação como “anormal” e destacou que normalmente os casos estão associados a pessoas em situação de rua ou suicídios. O Ministério da Saúde publicará nota técnica para orientar profissionais sobre sintomas e definição de casos suspeitos.

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, informou que a Polícia Federal investiga a origem do metanol nas bebidas adulteradas e não descarta atuação em outros estados. A fiscalização já começou em bares e adegas da capital paulista, com apreensão de 117 garrafas sem rótulo.

Origem do metanol e atuação do crime organizado

A Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) suspeita que o metanol usado para adulterar bebidas seja o mesmo importado ilegalmente pelo PCC para adulteração de combustíveis. Megaoperação recente revelou combustíveis com até 90% de metanol, quando a ANP permite apenas 0,5%. O fechamento de distribuidoras ligadas ao crime organizado pode ter levado à revenda do metanol para destilarias clandestinas, segundo a ABCF.

Casos confirmados e vítimas

Até a noite de segunda-feira (29), o Centro de Vigilância Sanitária de SP confirmou seis casos de intoxicação, com três mortes. Entre as vítimas, estão Rafael dos Anjos Martins Silva, internado em estado irreversível após consumir gin adulterado, e Rhadarani Domingos, que ficou cega após beber caipirinhas de vodca em um bar no Jardim Paulista. As mortes confirmadas envolvem homens de 58, 54 e 45 anos, moradores de São Bernardo do Campo, capital paulista e outro local em investigação.

Como ocorrem as adulterações

Falsificadores utilizam garrafas de marcas famosas, como gin e vodca, para adicionar metanol e revender como bebida original. Os sintomas podem demorar horas para aparecer e incluem cólica forte e perda de visão. A polícia investiga bares e adegas na capital, e uma força-tarefa já apreendeu bebidas suspeitas.

Recomendações e alerta nacional

O CVS orienta que estabelecimentos redobrem atenção à procedência dos produtos e que consumidores adquiram apenas bebidas de fabricantes legalizados, com rótulo, lacre e selo fiscal. O governo federal emitiu alerta nacional e estabelecimentos serão notificados para identificar fornecedores e responsáveis pela adulteração.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Ministério da Saúde busca criar reserva de antídoto contra intoxicação por metanol

Metanol causa mortes de turistas australianas no Laos e alerta para riscos globais

Governo federal monitora casos de intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas em São Paulo

Metanol e etanol apresentam diferenças cruciais e riscos distintos à saúde

Polícia Federal investiga intoxicação por metanol em bebidas adulteradas em São Paulo

Governo de São Paulo cria gabinete de crise e fecha locais após mortes por bebidas adulteradas