Política

Câmara aprova restrição a partidos para ações no STF e projeto segue ao Senado

Proposta limita partidos aptos a contestar leis no Supremo exigindo cumprimento da cláusula de barreira

A CCJ da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (30) um projeto que limita quais partidos podem apresentar ações no STF para contestar leis. A proposta segue para o Senado, caso não haja recurso ao plenário. O texto exige que partidos atinjam a cláusula de barreira para propor ações de controle concentrado.

Novas regras para ações no STF

O projeto aprovado determina que apenas partidos políticos que atingirem a cláusula de barreira poderão protocolar ações de controle concentrado no Supremo Tribunal Federal. Atualmente, qualquer partido com representação no Congresso pode propor ações, independentemente do número de parlamentares. Com a mudança, só partidos que, nas eleições para a Câmara dos Deputados, obtiverem pelo menos 2,5% dos votos válidos em pelo menos um terço dos estados, com mínimo de 1,5% dos votos em cada, ou elegerem pelo menos treze deputados federais em um terço das unidades da Federação, poderão ingressar com esse tipo de ação.

Se a lei estivesse em vigor hoje, apenas Solidariedade e Novo, entre os partidos com representação, ficariam de fora dessa prerrogativa.

Federações partidárias

O texto também estabelece que partidos integrantes de federações deverão protocolar as ações conjuntamente, como uma única agremiação, mesmo que um dos partidos federados alcance individualmente a cláusula de desempenho.

Impacto político e exigências para entidades

As ações de controle concentrado, como ação direta de inconstitucionalidade e arguição de descumprimento de preceito fundamental, são instrumentos usados por partidos para contestar leis consideradas inconstitucionais. Deputados e senadores frequentemente recorrem ao STF para questionar normas aprovadas pelo Congresso.

A proposta também traz novas exigências para confederações sindicais e entidades de classe de âmbito nacional. Agora, para ingressar com ações no STF, essas entidades deverão comprovar atuação em pelo menos onze estados, representar toda a categoria profissional ou econômica (não apenas segmentos) e apresentar aprovação específica de seu órgão deliberativo máximo para o uso da ação de controle concentrado.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Alcolumbre propõe restringir acesso ao STF após polêmica sobre IOF

Partidos políticos acionam STF 723 vezes desde 2019 e Congresso discute limitações

Nova versão da PEC da Blindagem exige aval do Congresso para ações penais no STF

Câmara blinda partidos de punições eleitorais e libera disparos de mensagem em massa

Supremo Tribunal Federal vai analisar PEC da Blindagem aprovada no Congresso

Ministros do STF alertam que PEC da Blindagem pode facilitar entrada de facções nas Assembleias