Saúde

Ministério da Saúde remunera equipes que identificam doadores de órgãos

Programa inédito prevê incentivos financeiros e novas políticas para transplantes no SUS em 2025

O Ministério da Saúde lançou um programa inédito para remunerar equipes hospitalares que identificam potenciais doadores de órgãos. Pela primeira vez, profissionais receberão incentivos financeiros com base em desempenho e volume de atendimentos.

O Brasil registrou 14,9 mil transplantes no primeiro semestre de 2025, o maior número em dez anos, segundo a pasta. Apesar do avanço, 45% das famílias ainda recusam a doação e mais de 80 mil pessoas aguardam por um transplante.

Novas políticas para transplantes no SUS

O Brasil ocupa atualmente a terceira posição mundial em número absoluto de transplantes, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e da China. No entanto, lidera o ranking de procedimentos realizados integralmente por um sistema público de saúde.

Em cerimônia realizada nesta quinta-feira, foi assinada a portaria que institui a Política Nacional de Doação e Transplantes (PNDT). Esta é a primeira portaria específica sobre o tema desde a criação do sistema de doações, em 1997.

De acordo com comunicado do Ministério da Saúde, a nova política organiza de forma clara os princípios e diretrizes do SNT, reforçando valores como ética, transparência, respeito ao anonimato e gratuidade no acesso pelo SUS.

Avanços e novidades da PNDT

Entre os avanços promovidos pela PNDT estão a regulamentação dos transplantes de intestino delgado e multivisceral, agora incluídos no SUS, e a incorporação do uso da membrana amniótica, um tecido obtido da placenta após o parto, para o tratamento de pacientes queimados, principalmente crianças.

Inicialmente, cinco centros localizados em São Paulo e no Rio de Janeiro estão autorizados a realizar transplantes de intestino delgado e multivisceral, com expectativa de ampliação futura.

O uso rotineiro da membrana amniótica deve beneficiar cerca de 3,3 mil pessoas por ano, ajudando na cicatrização, reduzindo o risco de infecção e diminuindo a dor.

Apesar do crescimento no número de transplantes, a recusa familiar ainda é um desafio significativo: 45% das famílias optam por não doar os órgãos de seus entes queridos. Enquanto isso, mais de 80 mil pessoas continuam aguardando na fila por um transplante em todo o país.

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