A Polícia Federal abriu um Processo Administrativo Disciplinar contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que também é escrivão concursado da corporação.
O processo, instaurado na semana passada, tramita em sigilo e foi motivado por uma representação do deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP) apresentada em julho.
Este é o segundo procedimento disciplinar aberto contra Eduardo Bolsonaro pela corregedoria da PF em 2024.
Detalhes dos processos disciplinares
Além do novo Processo Administrativo Disciplinar (PAD) aberto na semana passada, Eduardo Bolsonaro já era alvo de outro procedimento instaurado em fevereiro. Na ocasião, o processo buscava apurar ameaças feitas por Eduardo Bolsonaro na tribuna da Câmara dos Deputados contra o delegado Fabio Shor.
O atual PAD foi motivado por uma representação formalizada por Guilherme Boulos, deputado federal pelo PSOL-SP, em julho. O conteúdo e as circunstâncias específicas da atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos que motivaram a investigação não foram divulgados, pois o procedimento corre sob sigilo.
Segundo informações apuradas pela TV Globo, a abertura do novo processo reforça o cerco institucional em torno das condutas do deputado dentro e fora do país.
Indiciamento por coação
No mês passado, a Polícia Federal indiciou tanto Eduardo Bolsonaro quanto o ex-presidente Jair Bolsonaro por coação a autoridades responsáveis pela ação penal do golpe de Estado. A corporação identificou indícios de que ambos buscaram atrapalhar o andamento do processo, no qual Jair Bolsonaro foi condenado.
O indiciamento e os processos disciplinares indicam um aumento da pressão institucional sobre figuras ligadas ao ex-presidente e ao seu entorno político, refletindo um contexto de maior rigor nas apurações de condutas consideradas inadequadas ou ilícitas por parte de agentes públicos.