Política

Conselho de Ética da Câmara inicia processo que pode levar à cassação de Eduardo Bolsonaro

Deputado é acusado de condutas incompatíveis com o mandato e enfrenta risco de perder o cargo por faltas e por ações nos Estados Unidos

O Conselho de Ética da Câmara abriu nesta terça-feira (23) processo contra Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que pode resultar em sua cassação por condutas incompatíveis com o mandato.

O deputado, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, está nos Estados Unidos desde fevereiro e acumula faltas injustificadas. Ele também é alvo de denúncia no STF por suposta coação no curso do processo envolvendo o pai.

Uma tentativa de mantê-lo como líder da minoria foi barrada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, mantendo o risco de cassação por ausências.

Processo disciplinar e acusações

O Conselho de Ética iniciou o procedimento após queixa que acusa Eduardo Bolsonaro de atuar em defesa de sanções dos Estados Unidos para “desestabilizar instituições republicanas” do Brasil. O deputado, eleito por São Paulo, reside nos EUA desde o início do ano e, segundo a denúncia, tem se reunido com lideranças americanas e incentivado sanções econômicas contra autoridades e produtos brasileiros.

A formalização do processo aumenta a pressão sobre o mandato de Eduardo, que desde agosto contabiliza faltas injustificadas, podendo ser cassado por excesso de ausências. O presidente do Conselho, Fabio Schiochet (União-SC), escolherá um relator para o caso nos próximos dias.

Manobra frustrada e decisão da Câmara

Aliados tentaram utilizar um entendimento da direção da Câmara que abona faltas para líderes, indicando Eduardo para a liderança da minoria. No entanto, Hugo Motta (Republicanos-PB) rejeitou a indicação, permitindo que as faltas sigam sendo contabilizadas. Assim, o mandato de Eduardo está ameaçado tanto por condutas contra o decoro parlamentar quanto pelo excesso de faltas.

Denúncia no STF

Além do processo na Câmara, Eduardo Bolsonaro é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta tentativa de influenciar processos contra Jair Bolsonaro. Ele foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por coação no curso do processo, acusado de pressionar autoridades brasileiras por meio de sanções econômicas do governo Donald Trump ao Brasil.

O procurador-geral Paulo Gonet pediu que a Câmara fosse notificada para avaliação disciplinar, destacando “atos de graves alcance institucional”. O ministro Alexandre de Moraes deu 15 dias para a defesa do deputado, que nega as acusações e alega estar sob jurisdição americana.

Etapas do processo e repercussão

A instauração do processo no Conselho de Ética é apenas a primeira fase. O órgão sorteará nomes para formar uma lista tríplice de potenciais relatores, cabendo ao presidente do conselho a escolha do responsável pelo caso. O relator terá dez dias úteis para apresentar parecer preliminar, que pode recomendar prosseguimento ou arquivamento.

Se o processo avançar, haverá espaço para defesa e, ao final, o relator poderá sugerir desde censura até a perda do mandato. Enquanto isso, a cassação por excesso de faltas deve ser discutida apenas em 2026.

O PT, autor do pedido no Conselho de Ética, argumenta que as ações de Eduardo nos EUA visam desestabilizar as instituições brasileiras e pressionar autoridades por meio de sanções internacionais, em represália às investigações envolvendo Jair Bolsonaro e aliados.

O deputado rejeita as acusações, afirmando que está sob jurisdição americana e pode questionar decisões judiciais. O caso amplia a tensão entre Washington e Brasília, com repercussão internacional após sanções contra autoridades brasileiras.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

STF pode adiar julgamento que pode tornar Eduardo Bolsonaro inelegível para 2026

Duda Salabert é excluída da relatoria do processo contra Eduardo Bolsonaro no Conselho de Ética

Aliados de Bolsonaro temem que Eduardo prejudique acordo para ajudar pai no Congresso

Deputado aliado de Eduardo Bolsonaro será relator de processo no Conselho de Ética

Alexandre de Moraes afirma que Eduardo Bolsonaro está no exterior para evitar notificação judicial

STF decide sobre denúncia contra Eduardo Bolsonaro em 2025 mas julgamento deve se estender até 2026