Paulinho da Força foi escolhido por Hugo Motta como relator do projeto de anistia na Câmara dos Deputados.
O deputado afirmou que irá buscar um texto “meio-termo”, conciliando interesses da esquerda e da direita.
Conversas com lideranças políticas e membros do STF estão previstas para alinhar os pontos do projeto, cuja urgência já foi aprovada.
Discussão sobre o projeto de anistia
Após reunião na Residência Oficial da Câmara nesta quinta-feira (18), Paulinho da Força detalhou que o objetivo é criar um projeto de anistia que promova a pacificação do país, evitando uma anistia geral e irrestrita. “A ideia é pacificar o país. Um projeto meio-termo, que não seja nem tanto da esquerda, nem tanto da direita”, declarou o deputado.
Paulinho explicou que, nos próximos dias, conversará com lideranças políticas para alinhar os principais pontos do texto. Ele também pretende dialogar com membros do Supremo Tribunal Federal (STF) para buscar consenso e equilíbrio na proposta.
Questionado sobre possíveis benefícios ao ex-presidente Jair Bolsonaro, Paulinho afirmou: “Eu não sei se o meu texto vai agradar a todos, vai salvar o Bolsonaro. Digamos assim: é isso que nós vamos tentar construir, conversando com todos e tentando ver a possibilidade de ter uma maioria.”
O parlamentar ressaltou que sua primeira agenda será com governadores como Tarcísio Gomes de Freitas, de São Paulo, e que pretende iniciar conversas com bancadas já na próxima semana. A expectativa é votar o projeto ainda na semana seguinte, caso haja consenso.
Escolha do relator e articulações
O presidente da Câmara, Hugo Motta, anunciou Paulinho da Força como relator do projeto de anistia antes mesmo do fim da reunião oficial, divulgando a decisão nas redes sociais. Motta afirmou confiar no equilíbrio do deputado para conduzir as discussões do tema.
Paulinho é visto como um parlamentar com trânsito entre diferentes alas políticas e junto ao Judiciário, especialmente com o ministro Alexandre de Moraes, relator das ações sobre os atos de 8 de janeiro de 2023 no STF.
O presidente do Solidariedade tem buscado diálogo com o centro político e, apesar de ter apoiado Luiz Inácio Lula da Silva em 2022, vem fazendo críticas ao atual governo. O objetivo é construir um texto final de anistia em conjunto com o Senado, garantindo uma proposta única para votação direta no plenário da Câmara.