O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou nesta quarta-feira (16) que autoridades que investigam o crime organizado devem receber proteção automática ao deixarem o cargo.
A declaração ocorre após o assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, morto por criminosos armados em Praia Grande (SP) na segunda-feira (15).
O governo avalia mudanças na legislação para ampliar a segurança de agentes com atuação notória contra o crime.
Contexto e repercussão
O ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes foi executado no fim da tarde de segunda-feira (15) em Praia Grande, litoral de São Paulo, por criminosos armados com fuzis. A motivação do assassinato ainda não foi esclarecida pelas autoridades.
Fontes era reconhecido como um dos pioneiros nas investigações sobre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e teve papel central no combate ao crime organizado paulista. Ele atuou por mais de 40 anos na Polícia Civil e comandou divisões estratégicas como o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), o Departamento Estadual de Investigações contra Narcóticos (Denarc), o setor de Homicídios e o Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap).
Segundo Tarcísio de Freitas, Fontes não possuía proteção policial no momento do crime, pois não havia feito um pedido formal ao governo.
O governo de São Paulo agora estuda mudanças na legislação para permitir que autoridades com atuação notória no enfrentamento ao crime organizado tenham proteção automática, mesmo após deixarem seus cargos. A proposta visa evitar que agentes fiquem vulneráveis após anos de serviço em investigações sensíveis.
A morte de Ruy Ferraz Fontes acendeu o alerta sobre a segurança de policiais e autoridades envolvidas no combate a facções criminosas, especialmente aquelas que atuaram contra o PCC. O caso gerou repercussão entre colegas de profissão e especialistas em segurança pública, que defendem medidas mais rígidas de proteção para evitar novos ataques.