Política

Tarcísio retorna a Brasília para articular anistia a Bolsonaro e aliados

Governador de São Paulo busca apoio político após condenação de Bolsonaro pelo STF a 27 anos de prisão

Tarcísio de Freitas (Republicanos) volta a Brasília nesta segunda-feira (15) para intensificar as articulações em favor de uma anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros condenados pela trama golpista.

Líderes da oposição planejam reuniões nesta semana para avançar com a proposta, apesar da resistência do Congresso e do governo.

O movimento ocorre após a condenação de Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses de prisão.

Articulações políticas e apoio partidário

O retorno de Tarcísio de Freitas a Brasília marca a retomada das negociações em torno da anistia a Jair Bolsonaro e demais envolvidos na trama golpista. A medida é defendida por partidos como PL, PP e a federação União Progressista. O governador de São Paulo também aposta no apoio do Podemos para fortalecer a pauta.

Valdemar Costa Neto, presidente do PL, reuniu-se no sábado com Gilberto Kassab, presidente do PSD, que sinalizou apoio à proposta. Kassab, que também atua como secretário na gestão de Tarcísio, já declarou em entrevista à GloboNews que é favorável à discussão da anistia, mas discorda de uma versão “ampla, geral e irrestrita”.

Nos próximos dias, Valdemar deve se reunir ainda com Marcos Pereira, presidente do Republicanos, para ampliar o apoio político. Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, afirmou que aguardava a ida de Tarcísio a Brasília para destravar a tramitação da proposta e negociar sua votação.

Condenação e reações

Na última quinta-feira (11), Jair Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão por cinco crimes: organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio. Outros sete acusados também foram sentenciados.

Movimentações recentes e declarações

Na semana retrasada, Tarcísio de Freitas esteve em Brasília, onde se reuniu com o senador Ciro Nogueira (PP) e o presidente da Câmara, Hugo Motta. Após retornar a São Paulo, encontrou-se com o pastor Silas Malafaia e Sóstenes Cavalcante no Palácio dos Bandeirantes, em uma reunião que se estendeu até depois da meia-noite. Antes disso, também se reuniu com Marcos Pereira, presidente do Republicanos.

Tarcísio aguardou o término do julgamento no STF antes de voltar a Brasília para retomar as articulações pela anistia.

Declarações públicas

Em entrevista ao Diário do Grande ABC, Tarcísio afirmou que considera a anistia um “remédio político que garante pacificação” e que irá trabalhar para que ela seja construída no Congresso Nacional. Disse ainda que, caso fosse eleito presidente em 2026, seu primeiro ato seria conceder indulto a Bolsonaro.

No ato de 7 de setembro na avenida Paulista, Tarcísio elevou o tom contra o STF, chamando o ministro Alexandre de Moraes de tirano, defendendo uma anistia ampla aos condenados e afirmando ser “fundamental” ter Bolsonaro na disputa presidencial de 2026.