A CPI do INSS aprovou nesta quinta-feira (11) a quebra dos sigilos fiscal e bancário de entidades suspeitas de fraudes em descontos na Previdência.
Alguns dirigentes dessas associações também tiveram seus sigilos quebrados pela comissão mista de inquérito.
O presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que os dados devem abranger do início dos acordos com o INSS até 2025.
Detalhes da investigação e prejuízos
De acordo com a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU), o esquema de fraudes investigado pela CPI do INSS pode ter causado um prejuízo de até R$ 6,3 bilhões. As irregularidades envolviam descontos mensais não autorizados em benefícios previdenciários, afetando aposentados e pensionistas.
Segundo as investigações, entidades ligadas ao setor acumulavam valores expressivos sem possuir capacidade real para prestar os serviços prometidos aos beneficiários. Além disso, a apuração aponta que algumas associações podem ter forjado cadastros para justificar cobranças indevidas.
Período da apuração
A comissão estabeleceu que o foco das investigações são fraudes ocorridas entre 2015 e 2025, abrangendo o período desde a assinatura dos acordos de cooperação das entidades com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Próximos passos e expectativas da CPI
Com o acesso aos dados financeiros e fiscais das entidades e dirigentes, a CPI do INSS espera identificar aumentos patrimoniais suspeitos e estimar o volume de contribuições recebidas pelas associações investigadas.
A quebra dos sigilos é vista como etapa fundamental para aprofundar a apuração do esquema e responsabilizar possíveis envolvidos nos desvios. A expectativa é que as informações coletadas permitam rastrear o fluxo dos recursos e esclarecer a extensão dos prejuízos causados à Previdência Social.