Negócios

Exportadores de carne avaliam setembro como decisivo para vendas aos Estados Unidos

Setor pressiona governo brasileiro após tarifa extra de 50 e projeta crescimento mesmo com restrições

Setembro será um mês decisivo para os exportadores brasileiros de carne que atuam no mercado dos Estados Unidos. Desde agosto, uma alíquota extra de 50% incide sobre as vendas do produto brasileiro, tornando o cenário desafiador. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) reforça a importância das negociações em andamento.

O presidente da Abiec, Roberto Perosa, destacou em coletiva em Brasília nesta segunda-feira (9) que manter a pressão diplomática é prioridade para o setor.

Impacto das tarifas e estratégias do setor

Desde agosto, os Estados Unidos aplicam uma tarifa adicional de 50% sobre a carne brasileira, o que impõe desafios à competitividade do produto no mercado norte-americano. Roberto Perosa, presidente da Abiec, enfatizou que o país é um mercado estratégico e altamente rentável, com demanda significativa por carne. “É um mercado altamente rentável e há necessidade de carne lá. Então, nós precisamos continuar fazendo esforços para que a gente volte a ter oportunidade de vender para os Estados Unidos”, afirmou Perosa.

O dirigente ressaltou ainda que o resultado das negociações em setembro poderá ser determinante para o desempenho do setor ao longo do ano, consolidando a relevância do mercado norte-americano para as exportações brasileiras.

Novos mercados e projeções para o setor

Durante a coletiva, Perosa também abordou as perspectivas de expansão internacional. Ele citou o Japão, onde há expectativa de avanços diplomáticos até a realização da COP30, prevista para Belém em 2025, e a Turquia, que ainda depende da resolução de entraves técnicos para a abertura do mercado.

Apesar do aumento tarifário imposto pelos Estados Unidos, a Abiec mantém uma visão otimista para 2025, projetando crescimento de 12% no volume exportado e de 14% no faturamento em relação ao ano anterior.