Economia

Preço da carne bovina aumenta mais de 20 por cento em um ano no Brasil

Alta ocorre apesar das tarifas impostas por Trump e é impulsionada por demanda internacional e problemas na produção

O preço da carne bovina subiu mais de 20% no Brasil nos últimos 12 meses, segundo o IBGE. O aumento ocorre mesmo após o tarifaço imposto pelo governo Trump aos produtos brasileiros de exportação.

Fatores como alta demanda internacional, problemas climáticos e custos elevados de produção explicam a elevação dos preços, que impacta diretamente o consumidor brasileiro.

Principais fatores para o aumento

O reajuste nos preços da carne bovina brasileira é atribuído a uma combinação de fatores. Entre eles, destaca-se a alta demanda internacional, especialmente da China, que ampliou suas compras em 41% entre janeiro e agosto de 2025. O México também aumentou as importações em mais de 250% no mesmo período. Mesmo com as tarifas impostas pelo governo Trump, que visavam proteger a indústria dos Estados Unidos, a carne brasileira manteve-se competitiva no mercado global.

Além disso, problemas climáticos, como a estiagem típica da época, dificultaram a engorda do gado devido à redução de pasto. O custo elevado dos insumos para os produtores também contribuiu para pressionar os preços. Segundo Thiago Bernardino, coordenador de Pecuária do Cepea, “temos os menores custos de produção do mundo, o que atrai muitos compradores e consolida o Brasil como líder mundial das exportações”.

Impacto das tarifas americanas

Apesar das tarifas impostas pelos Estados Unidos, os preços internos não caíram como previsto. O raciocínio inicial era que, com a queda das exportações para os EUA, haveria sobra de carne no mercado interno, levando à redução dos preços. No entanto, outros mercados compensaram essa queda: os EUA caíram do segundo para o sexto lugar no ranking de importações, mas o volume total exportado pelo Brasil cresceu 34% no período.

Consequências para o consumidor

O aumento do preço da carne tem impacto direto no consumidor brasileiro, que precisa buscar alternativas mais acessíveis, como frango, linguiça e fígado. “A gente vai variando para não ficar só na carne, porque só na carne não dá”, relata Ana Paula Leonilda, agente de saúde.

A cotação da arroba do boi gordo permanece em torno de R$ 300 há quase um ano, reforçando a pressão sobre os preços finais ao consumidor. Segundo André Diz, professor de economia do Ibmec-SP, a queda do desemprego e o aumento da renda têm mantido o consumo elevado, mesmo com preços altos. “A carne acaba sendo, para muitas famílias brasileiras, um objeto de desejo. Qualquer adicional de renda é revertido em mais proteína”, explica Diz. Ele prevê que o cenário de preços elevados deve persistir até o final do ano, mantendo a carne bovina mais cara do que em anos anteriores.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Exportadores de carne avaliam setembro como decisivo para vendas aos Estados Unidos

Petróleo puxa superávit de US$ 4,2 bilhões na balança comercial de fevereiro

Mato Grosso do Sul busca novos mercados para carne bovina após suspensão dos EUA

Exportação brasileira de carne bate recorde em julho de 2025 mesmo com queda nas vendas aos EUA

México ultrapassa Estados Unidos e se torna segundo maior comprador da carne bovina do Brasil

Preço da carne bovina segue elevado e tendência é de novos aumentos no Brasil