A exportação de carne do Brasil alcançou volume e valor recordes em julho de 2025, puxada por demanda da China e países asiáticos. Apesar do cenário positivo, as vendas para os Estados Unidos caíram devido ao aumento de tarifas. O setor segue otimista, apostando na diversificação de mercados e na demanda crescente internacional.
Desempenho recorde impulsionado por mercados asiáticos
Em julho de 2025, o Brasil exportou 366 mil toneladas de carne bovina, suína e de frango, um aumento de 27,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo). O valor total das exportações cresceu 48% em comparação a julho de 2024.
A China se destacou como principal destino, responsável por 44,5% das vendas externas entre janeiro e julho, com alta de 14% nas aquisições e receita de US$ 4,082 bilhões. O Chile manteve-se em terceiro lugar, ampliando as compras em 20% no acumulado do ano. O México subiu para a quarta posição, saltando de 22 mil toneladas importadas em 2024 para 67 mil em 2025, um crescimento de 196%.
Impacto das tarifas e perspectivas do setor
Apesar do resultado expressivo, as exportações para os Estados Unidos apresentaram queda após abril, quando atingiram o recorde de US$ 306 milhões. Em julho, o valor caiu para US$ 183 milhões. A redução já reflete a sobretaxa de 10% implementada em abril, mas ainda não inclui totalmente o impacto do tarifaço de 50% imposto pelo presidente Donald Trump, que entrou em vigor em 6 de agosto.
Os EUA seguem como segundo maior mercado, absorvendo 23,6% das vendas brasileiras entre janeiro e julho, com 484 mil toneladas. No mesmo período, o Brasil exportou 2 milhões de toneladas de carne bovina para o exterior, alta de 19%. Ao todo, 124 países aumentaram as compras, enquanto 48 reduziram.
Especialistas avaliam que, mesmo com desafios no mercado americano, o agronegócio brasileiro deve manter crescimento, apoiado pela diversificação dos destinos e pela demanda asiática.