A pesquisa Quaest, divulgada em agosto, revela que 86% dos brasileiros têm conhecimento do julgamento de Jair Bolsonaro no STF, iniciado nesta terça-feira (2), por tentativa de golpe após as eleições de 2022.
O levantamento mostra que 52% acreditam na participação do ex-presidente no plano golpista e 55% consideram justa sua prisão domiciliar.
Percepção sobre julgamento e participação de Bolsonaro
Segundo a pesquisa Quaest, encomendada pela Genial Investimentos e realizada entre 13 e 17 de agosto com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais, 86% dos brasileiros já sabiam do julgamento de Bolsonaro no STF. Esse número representa um aumento de 13 pontos percentuais em relação a março, quando 73% tinham conhecimento do processo. Apenas 14% ficaram sabendo durante o levantamento, queda em relação aos 27% de março.
Quanto à participação do ex-presidente na tentativa de golpe de Estado, 52% dos entrevistados acreditam que Bolsonaro participou do plano, um crescimento de cinco pontos em comparação a dezembro, quando eram 47%. Por outro lado, 36% avaliam que ele não teve envolvimento, enquanto 2% afirmam que não houve tentativa de golpe e 10% não souberam ou não responderam.
Opinião sobre prisão domiciliar
O julgamento ocorre enquanto Bolsonaro está em prisão domiciliar, devido ao inquérito envolvendo seu filho Eduardo e suposta articulação com o governo de Donald Trump para pressionar autoridades brasileiras. A Polícia Federal indiciou ambos por coação no curso do processo, após apurações que apontaram atuação conjunta para constranger integrantes do STF, PGR e Polícia Federal.
De acordo com a pesquisa Quaest, 55% dos brasileiros consideram justa a prisão domiciliar de Bolsonaro, enquanto 39% a veem como injusta e 6% não souberam ou não responderam. Entre os que apoiam a medida, destacam-se pessoas de esquerda não lulistas (93%), eleitores de Lula no segundo turno de 2022 (84%), moradores do Nordeste (65%), quem tem renda familiar até dois salários mínimos (62%), católicos (62%), jovens de 16 a 34 anos (59%), mulheres (58%) e pessoas com ensino fundamental completo (56%).
Já entre os que consideram a prisão injusta, predominam bolsonaristas (87%), eleitores de Bolsonaro no segundo turno de 2022 (83%) e evangélicos (57%).