O Brasil alcançou em 2024 o maior número de blocos exploratórios de petróleo e gás sob contrato desde a criação da ANP, com 420 áreas contratadas.
O crescimento é resultado do interesse de empresas impulsionado por avanços tecnológicos e políticas de incentivo, segundo relatório da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.
A expansão promete mais investimentos, empregos e desenvolvimento regional, além de fortalecer o país no mercado global de energia.
Crescimento e distribuição dos blocos
O recorde de 420 blocos sob contrato reflete o aumento do interesse no setor, com destaque para 278 blocos localizados em terra e 142 em ambiente marítimo. Apesar de serem menos numerosos, os blocos marítimos representam cerca de 60% da área total contratada, somando aproximadamente 107 mil km² devido ao seu maior tamanho médio.
Entre as bacias marítimas, a Bacia de Pelotas lidera com 44 blocos contratados, seguida pela Bacia de Santos, que possui 32 blocos e detém a maior área contratada no ambiente marítimo. No cenário terrestre, a Bacia Potiguar se destaca com 151 blocos, dos quais 104 foram firmados em 2024. Outras bacias importantes incluem Recôncavo da Bahia, Sergipe-Alagoas e Espírito Santo.
Empresas e operação
No mar, a Petrobras opera 61 blocos, seguida pela Shell com 23 e Chevron com 15. Em terra, a Elysian Petroleum lidera com 122 blocos, seguida por Petro-Victory (34) e Imetame (23). Segundo a ANP, 92% dos blocos estavam ativos em 2024, sendo que atrasos no licenciamento ambiental, especialmente na Margem Equatorial, justificam a inatividade dos demais.
Entre 2016 e 2024, foram efetivadas 54 “Declarações de Comercialidade”, indicando viabilidade comercial para produção após avaliação técnica.
Investimentos e perspectivas
O relatório da ANP projeta investimentos de US$ 2,33 bilhões na fase de exploração entre 2025 e 2028. A maior parte, US$ 1,55 bilhão (67%), está prevista para 2025. Os blocos marítimos devem absorver cerca de 94% desses investimentos, totalizando US$ 2,20 bilhões, enquanto os blocos terrestres receberão aproximadamente US$ 130 milhões, representando 6% do total.
O aumento no número de blocos sob contrato deve impulsionar o desenvolvimento regional, gerar empregos e consolidar o Brasil como protagonista no mercado energético global. O relatório da ANP destaca ainda que os contratos são divididos em fases de exploração e produção, sendo que a continuidade depende da viabilidade comercial identificada pelas empresas. Áreas não aproveitadas podem ser devolvidas à agência para nova licitação.