A Petrobras confirmou nesta sexta-feira (15) que avançará no desenvolvimento da descoberta de Aram, bloco localizado no pré-sal da Bacia de Santos. A decisão foi anunciada pela presidente da empresa, Magda Chambriard, durante coletiva sobre investimentos da companhia no estado de São Paulo.
A estatal prevê ao menos dois poços produtores em operação até 2030.
O bloco Aram foi adquirido em março de 2020 na sexta rodada de licitações da ANP, sob o regime de Partilha de Produção. O bônus de assinatura desembolsado pela Petrobras foi de R$ 5 bilhões — um dos maiores da história do setor no Brasil.
A companhia atua como operadora do bloco com 80% de participação. O restante pertence à CNPC, gigante estatal chinesa de petróleo e gás, em parceria estratégica firmada desde a aquisição do ativo.
O desenvolvimento de Aram se insere num ciclo de expansão acelerada da produção nacional. Em março, o pré-sal já respondia por 80% do petróleo extraído no país, que bateu recorde pelo segundo mês consecutivo com 4,25 milhões de barris por dia.
Estratégia da Petrobras para a próxima década
A confirmação do desenvolvimento de Aram reforça a aposta da Petrobras no pré-sal como eixo central da produção nacional nos próximos anos. Com a meta de ao menos dois poços produtores até 2030, a empresa sinaliza cronograma ambicioso para uma área que permaneceu em fase exploratória por mais de seis anos desde a arrematação do bloco.
O anúncio foi feito em coletiva dedicada a investimentos no estado de São Paulo, indicando que a operação de Aram deve movimentar a cadeia de fornecedores e empresas de serviços ligados ao setor de óleo e gás na região.
A presença da CNPC como sócia no bloco também confere ao ativo uma dimensão geopolítica relevante: a participação da estatal chinesa no pré-sal brasileiro reflete o aprofundamento das relações energéticas entre os dois países e o interesse crescente da China nos recursos do Atlântico Sul.
