Economia

Acordo previa multa de até 100 por cento do faturamento anual por preços abusivos na COP30

Rascunhos do plano para regular hospedagens em Belém sugeriam sanções severas, mas adesão seria voluntária e TAC não foi assinado

Rascunhos de um acordo para controlar preços de hospedagem durante a COP30 em Belém previam multas de até 100% do faturamento anual de 2024 para hotéis que praticassem preços abusivos.

O plano, apresentado como solução consensual em abril, teria adesão voluntária e nunca foi formalizado. Documentos obtidos pelo g1 mostram que o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) não chegou a ser assinado.

Detalhes do plano e das sanções propostas

Segundo rascunhos analisados, o acordo previa que hotéis e estabelecimentos de hospedagem em Belém poderiam ser penalizados com multas proporcionais ao faturamento anual caso praticassem preços considerados abusivos durante a COP30. A sanção máxima poderia alcançar 100% do faturamento obtido em 2024, o que, segundo especialistas, seria suficiente para comprometer toda a receita das empresas envolvidas.

O plano foi anunciado em abril como uma tentativa de criar uma solução consensual para evitar aumentos excessivos nos preços das hospedagens durante o evento internacional. No entanto, a proposta previa que a adesão dos estabelecimentos seria voluntária, sem imposição obrigatória.

Falta de formalização

Apesar da divulgação do plano, os documentos mostram que o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) nunca foi assinado pelos representantes do setor hoteleiro e demais envolvidos. Assim, as medidas sugeridas não chegaram a ser implementadas oficialmente.

Implicações e repercussão

A ausência de um acordo formal deixa em aberto a possibilidade de preços elevados durante a realização da COP30 em Belém. O evento, que atrai participantes de diversos países, demanda grande oferta de hospedagem, o que pode pressionar ainda mais os valores cobrados.

Especialistas alertam para o risco de especulação imobiliária e prejuízos à imagem da cidade caso não haja mecanismos efetivos de regulação. O setor hoteleiro, por sua vez, argumenta que a adesão voluntária seria mais adequada do que a imposição de sanções severas.

Com a não assinatura do TAC, a fiscalização de preços abusivos dependerá de ações individuais dos órgãos de defesa do consumidor e do Ministério Público, caso haja denúncias durante o evento.

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