Política

Fux deve divergir de Moraes mas julgamento no STF deve seguir sem pedido de vista

Ministros da Primeira Turma do Supremo acreditam que decisão sobre núcleo crucial ocorrerá até dezembro mesmo com divergências

Os ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal avaliam que o julgamento do núcleo crucial será concluído até dezembro, mesmo com possíveis divergências entre Luiz Fux e Alexandre de Moraes.

Apesar de Fux ser apontado como possível autor de pedido de vista, colegas acreditam que ele apenas apresentará voto divergente, sem atrasar o processo.

Expectativas para o julgamento

Entre os cinco ministros da Primeira Turma do STF, há consenso de que o julgamento do núcleo principal deve ocorrer ainda em setembro. Caso haja pedido de vista, o processo pode se estender, mas a avaliação é de que há tempo suficiente para a conclusão até dezembro, considerando o prazo de 90 dias para devolução da ação e finalização dos votos.

O nome de Luiz Fux surge como possível responsável por um pedido de vista, mas, tecnicamente, seus colegas consideram que não há justificativa para tal medida. Eles destacam que Fux participou ativamente das sessões de interrogatórios e acompanhou todo o processo de instrução da ação penal, demonstrando divergências pontuais em relação ao relator Alexandre de Moraes.

Divergências entre Fux e Moraes

As expectativas são de que Fux apresente voto divergente, principalmente quanto ao tempo das penas em caso de condenação do ex-presidente. Fux também questionou a delação de Mauro Cid, mostrando posicionamentos distintos em relação a Moraes.

Histórico de votos divergentes

Em outros julgamentos, como o da cabeleireira Débora dos Santos, conhecida por pichar a Estátua da Justiça, Fux defendeu uma pena menor. Ele também divergiu de Alexandre de Moraes em medidas cautelares impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, como o uso da tornozeleira eletrônica e a proibição do uso de redes sociais, alegando ausência de indícios de fuga.

Essas divergências foram celebradas por apoiadores de Bolsonaro, embora reconheçam que não são suficientes para garantir a absolvição do ex-presidente.

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