Política

Eduardo Bolsonaro pode perder mandato por faltas após morar nos EUA

Deputado reassumiu mandato em julho mas não retornou ao Brasil e acumula ausências que podem levar à cassação

Eduardo Bolsonaro mora nos Estados Unidos desde fevereiro e, após licença não renovável, reassumiu o mandato em julho. Mesmo assim, não voltou ao Brasil e passou a acumular faltas nas sessões da Câmara. As regras da Casa e da Constituição preveem perda de mandato por excesso de ausências, mas a análise só deve ocorrer em 2026. O deputado rejeita as faltas e pede meios para exercer o mandato remotamente.

Regras da Câmara e da Constituição

O excesso de ausências pode levar à cassação de um parlamentar, conforme prevê a Constituição. Um deputado perde o mandato se faltar a um terço ou mais das sessões de votação ao longo do ano. Desde agosto, Eduardo Bolsonaro passou a levar faltas por não registrar presença, já que não retornou ao Brasil após o fim da licença em julho. Até agora, das 30 sessões realizadas em 2025, ele faltou à metade.

O rito para análise dessas faltas é demorado. Segundo ato da Mesa Diretora, a frequência dos deputados só é aferida em março do ano seguinte. Assim, as ausências de Eduardo neste ano só serão discutidas em 2026. O presidente da Câmara recebe o relatório e, se considerar haver excesso, distribui o caso a um relator, que abre prazo para defesa do parlamentar. Após análise, a decisão final cabe à Mesa Diretora.

Controvérsias e tentativas de defesa

Aliados de Eduardo argumentam que a contabilização das faltas estaria prejudicada, pois as sessões, desde a pandemia, são extraordinárias, enquanto a Constituição fala em sessões ordinárias. Porém, o Ato da Mesa considera ambos os tipos para efeito de faltas. A cassação por ausências não resulta em inelegibilidade; perda de direitos políticos só ocorre com condenação judicial.

Movimentações e precedentes

Em ofício ao presidente da Câmara, Hugo Motta, Eduardo Bolsonaro afirmou não reconhecer as faltas e pediu mecanismos para exercer o mandato remotamente. Ele declarou estar nos EUA de forma “forçada” e que suas prerrogativas constitucionais devem ser garantidas. Eduardo alega cumprir funções parlamentares em compromissos nos EUA, incluindo reuniões com representantes do governo americano.

Aliados tentaram flexibilizar regras de licença e pressionar por um mandato remoto, mas sem sucesso. A Polícia Federal indiciou Jair e Eduardo Bolsonaro por suposta tentativa de influenciar processos no STF via sanções econômicas dos EUA ao Brasil.

Caso Chiquinho Brazão

O precedente mais recente foi a cassação de Chiquinho Brazão, que perdeu o mandato por excesso de faltas após ser preso preventivamente. A Câmara avaliou as justificativas e considerou insuficientes, cassando o mandato dois dias após a defesa.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Oposição nomeia Eduardo Bolsonaro líder da minoria para evitar perda de mandato por faltas

Manobra do PL para evitar cassação de Eduardo Bolsonaro depende de decisão de Hugo Motta

Davi Alcolumbre reage a críticas e reúne senadores para conter tensões no Senado

Sóstenes Cavalcante relata que Eduardo Bolsonaro recusa redução de penas em reunião nos EUA

Eduardo Bolsonaro busca alternativas para evitar perda de mandato na Câmara

Licença de Eduardo Bolsonaro na Câmara dos Deputados chega ao fim neste domingo