Economia

Taxa do consignado ao setor privado atinge 3,75 por cento ao mês em julho e supera outras categorias

Juro médio para trabalhadores do setor privado segue acima do praticado para aposentados e servidores em julho segundo Banco Central

A taxa de juros do crédito consignado para trabalhadores do setor privado ficou em 3,75% ao mês em julho, segundo o Banco Central. O índice segue acima das taxas para aposentados e servidores públicos, que permanecem com condições mais favoráveis.

O resultado representa uma queda marginal em relação a junho, quando a taxa era de 3,79% ao mês, mas ainda é o dobro das taxas praticadas para aposentados e servidores.

Comparativo de taxas e ranking do Banco Central

De acordo com o Banco Central, a taxa média de juros do crédito consignado ao setor privado, com garantia do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), foi de 3,75% ao mês em julho. Em contraste, aposentados pagaram 1,82% ao mês e servidores públicos, 1,85% no mesmo período. O ranking divulgado pelo BC, referente aos dias 7 a 13 de agosto, mostra que as taxas podem variar de 1,15% a 6,88% ao mês, dependendo do banco e do perfil do cliente.

As taxas finais dependem da análise de risco feita pelas instituições financeiras, levando em conta garantia, tempo de trabalho e histórico de crédito. Especialistas recomendam pesquisa prévia no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital para encontrar melhores condições antes de contratar o empréstimo.

Regulação e teto de juros

Não há teto definido para os juros do consignado ao setor privado. As instituições financeiras têm liberdade para fixar as taxas, baseando-se no perfil de cada trabalhador. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) defende que a garantia do FGTS tende a reduzir naturalmente os juros, tornando desnecessário um teto. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que o governo poderá estabelecer um limite caso observe abusos. Um decreto de março delegou ao Comitê Gestor das Operações de Crédito Consignado a definição dos parâmetros para contratos garantidos com recursos do FGTS, abrindo possibilidade para criação futura de um teto de juros.

Nova modalidade de crédito e funcionamento

Lançada oficialmente em 21 de março, a nova linha de crédito permite uso de até 10% do saldo do FGTS e 100% da multa rescisória como garantia. As regras ainda não foram totalmente regulamentadas. O processo de contratação foi simplificado: desde março, trabalhadores podem solicitar o crédito diretamente pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS Digital), sem necessidade de acordo entre empresas e bancos.

Mais de quatro milhões de contratos antigos estão em migração para o novo modelo, processo que deve ser concluído até novembro. Após a migração, será possível optar pela portabilidade para instituições com taxas mais vantajosas. O refinanciamento e a portabilidade de contratos firmados na nova plataforma também terão início, inicialmente via bancos e, a partir de outubro, pelo próprio aplicativo.

Expansão do acesso e detalhes operacionais

Segundo o Ministério do Trabalho, 70 instituições financeiras já estão habilitadas para operar a modalidade. O crédito está disponível para trabalhadores formais, incluindo rurais, domésticos e microempreendedores individuais (MEI), público antes excluído do consignado. O Brasil conta atualmente com 47 milhões de trabalhadores formais, dos quais 2,2 milhões são domésticos e 4 milhões, rurais e MEI.

O trabalhador pode comprometer até 35% do salário bruto, incluindo benefícios e abonos. Caso mude de emprego, o desconto em folha será transferido ao novo empregador. O banco terá acesso a dados do eSocial para avaliar risco e aprovar propostas, que devem ser enviadas em até 24 horas após a solicitação.

Outras informações relevantes

Quem utilizou o Saque-Aniversário do FGTS também poderá contratar o consignado privado, segundo o ministro Luiz Marinho. Em caso de demissão, o saldo do FGTS e a multa rescisória podem ser usados para quitar a dívida; se não bastar, o pagamento é interrompido até novo vínculo CLT, com possibilidade de renegociação junto ao banco. O empregador repassa o valor descontado diretamente à Caixa Econômica Federal, que paga ao banco credor.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Crédito do Trabalhador movimenta R$ 50 bilhões em seis meses e migra contratos antigos

Juros do consignado ao setor privado sobem na nova modalidade e superam contratos antigos

Consignado CLT completa um ano com R$ 84 bi e FGTS como garantia ainda no papel

Governo passa a punir bancos com juros abusivos no consignado privado

FGTS vira garantia no consignado CLT após 15 meses de espera; entidades alertam para riscos

Banco Central divulga ranking de juros do consignado CLT e governo monitora taxas