A oposição surpreendeu ao eleger Duarte Jr (PSB-MA), aliado do governo Lula, como vice-presidente da CPI do INSS na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (5), em Brasília.
A presidência ficou com o deputado Fernando Rodolfo (PL-PE), enquanto o relator será o deputado Sargento Gonçalves (PL-RN), ambos da oposição.
Composição e articulação na CPI
A escolha de Duarte Jr para a vice-presidência da CPI do INSS ocorreu em meio a articulações entre os blocos parlamentares. Apesar de ser governista, Duarte Jr foi indicado e eleito com apoio dos opositores, que detêm maioria na comissão. A presidência da CPI ficou com Fernando Rodolfo, do PL de Pernambuco, partido de oposição ao governo federal. Já a relatoria será conduzida por Sargento Gonçalves, também do PL, do Rio Grande do Norte.
A CPI do INSS foi instalada para investigar suspeitas de irregularidades em benefícios previdenciários e tem como foco apurar possíveis fraudes e desvios no sistema. A composição dos cargos principais reflete o domínio da oposição, mas a eleição de um governista para a vice-presidência foi vista como um gesto de abertura para diálogo.
Reações dos parlamentares
Durante a sessão, parlamentares destacaram a importância de garantir equilíbrio nos trabalhos da comissão. Duarte Jr afirmou que atuará de forma técnica e transparente, buscando consenso nas decisões. “Vamos trabalhar para que a CPI cumpra seu papel de esclarecer dúvidas e propor soluções para o INSS”, declarou o vice-presidente eleito.
Expectativas e próximos passos
A eleição de um governista para a vice-presidência é considerada estratégica, pois pode facilitar o diálogo entre governo e oposição durante as investigações. A oposição, no entanto, mantém o controle dos principais postos, o que deve influenciar a condução dos trabalhos.
A CPI do INSS prevê a realização de oitivas, análise de documentos e convocações de autoridades ligadas ao sistema previdenciário. O relator Sargento Gonçalves já adiantou que pretende iniciar os trabalhos com pedidos de informações ao Ministério da Previdência e ao próprio INSS.
O governo acompanha de perto o desenrolar da comissão, avaliando possíveis impactos políticos e administrativos das investigações. A expectativa é que os trabalhos da CPI avancem nas próximas semanas, com sessões públicas e transmissão ao vivo pela TV Câmara.