Política

Maioria dos brasileiros considera justa prisão domiciliar de Bolsonaro aponta Quaest

Pesquisa revela apoio à decisão de Alexandre de Moraes e percepção de provocação em vídeo durante ato bolsonarista

Uma pesquisa Quaest, encomendada pela Genial Investimentos, mostra que 55% dos brasileiros consideram justa a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, determinada por Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal. O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre 13 e 17 de agosto.

A decisão judicial ocorreu após Bolsonaro descumprir medidas cautelares, incluindo restrições ao uso de redes sociais.

Perfil dos apoiadores e críticos da prisão

Segundo a pesquisa, a percepção de justiça na prisão domiciliar de Jair Bolsonaro é mais forte entre pessoas que se identificam como esquerda não lulista (93%), eleitores de Lula no segundo turno de 2022 (84%), moradores do Nordeste (65%), famílias com renda até dois salários mínimos (62%), católicos (62%) e mulheres (58%).

Em contrapartida, a maioria dos que consideram a medida injusta está entre bolsonaristas (87%), eleitores de Bolsonaro no segundo turno de 2022 (83%) e evangélicos (57%).

Vídeo durante ato e percepção pública

Entre os argumentos usados por Alexandre de Moraes para decretar a prisão, está a participação de Bolsonaro em chamadas de vídeo durante atos pelo país em 3 de agosto. Para 57% dos entrevistados, Bolsonaro fez a chamada de vídeo de propósito para provocar o ministro. Outros 30% acreditam que ele não compreendeu bem as regras impostas, enquanto 13% não souberam ou não responderam.

Consciência pública e julgamento no STF

O levantamento indica que 84% dos brasileiros sabem que Bolsonaro está em prisão domiciliar, enquanto 16% só ficaram sabendo no momento da pesquisa. Sobre o julgamento no Supremo Tribunal Federal, marcado para 2 de setembro, 86% dos entrevistados já tinham conhecimento, enquanto 14% descobriram durante a pesquisa.

O conhecimento sobre o processo aumentou em relação a março deste ano, quando 73% estavam cientes e 27% não sabiam. Em relação à participação de Bolsonaro em plano de tentativa de golpe, 52% responderam “sim” (contra 49% em março), 36% disseram “não” (eram 35%) e 10% não souberam ou não responderam (eram 15%).