Uma pesquisa da Quaest divulgada nesta segunda-feira (25) aponta que 49% dos brasileiros consideram injusta a aplicação da Lei Magnitsky pelos Estados Unidos contra Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A sanção foi anunciada em 30 de julho, e 39% dos entrevistados apoiam a medida. O levantamento também mostra divisão sobre o impeachment do ministro.
Sanção dos Estados Unidos a Alexandre de Moraes
A punição ao ministro do STF foi anunciada em 30 de julho, com base na Lei Magnitsky, criada para impor sanções econômicas a indivíduos acusados de violações graves de direitos humanos. Conhecida como ‘pena de morte financeira’, a legislação permite que os EUA punam cidadãos estrangeiros por corrupção ou violações de direitos humanos.
A pesquisa Quaest revela que a percepção de injustiça é maior entre quem se declara de esquerda, mas não lulista (80%), eleitores de Lula no segundo turno de 2022 (72%), moradores do Nordeste (56%), pessoas com renda familiar até 2 salários mínimos (53%), católicos (53%), pessoas a partir de 35 anos (50%) e mulheres (49%).
Por outro lado, defendem a punição eleitores de Jair Bolsonaro no segundo turno de 2022 (75%), bolsonaristas (74%), pessoas de direita não bolsonaristas (74%) e evangélicos (49%). Entre os homens, há empate técnico: 48% consideram injusta e 44% justa a sanção.
O que é a Lei Magnitsky
A Lei Magnitsky foi criada em homenagem ao advogado russo Sergei Magnitsky, morto na prisão após denunciar corrupção no governo russo. Sancionada por Barack Obama em 2012, a legislação inicialmente visava autoridades russas, mas foi ampliada em 2016 para casos globais de corrupção e violações de direitos humanos. Desde então, dezenas de pessoas já foram alvo das sanções.
Divisão sobre impeachment de Alexandre de Moraes
A pesquisa Quaest também perguntou sobre o impeachment do ministro. Os brasileiros estão divididos: 46% apoiam a saída de Moraes do STF, enquanto 43% são contrários. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.
Entre os favoráveis ao impeachment, destacam-se bolsonaristas (83%), eleitores de Bolsonaro no segundo turno de 2022 (82%), moradores do Sul (59%), evangélicos (55%) e pessoas com renda familiar acima de 5 salários mínimos (54%).
Já entre os contrários ao impeachment, prevalecem pessoas de esquerda não lulistas (83%), eleitores de Lula no segundo turno de 2022 (68%), moradores do Nordeste (53%), pessoas com ensino fundamental completo (49%) e renda familiar até 2 salários mínimos (48%). Entre as mulheres, há empate técnico: 44% são contra e 43% a favor.
Além disso, 12% dos entrevistados não souberam ou não responderam sobre a sanção, e 11% não opinaram sobre o impeachment.