O senador Marcos do Val (Podemos-ES) realizou uma live nesta sexta-feira (22), desafiando decisão judicial que o proíbe de usar redes sociais. Durante a transmissão, criticou o ministro Alexandre de Moraes e exibiu sua tornozeleira eletrônica.
O parlamentar está sendo investigado por obstrução de investigações e incitação ao crime, além de estar sob monitoramento judicial e restrições diversas.
Investigação e medidas judiciais
O senador Marcos do Val enfrenta investigações por obstrução de investigações de organização criminosa e incitação ao crime. A Justiça determinou que ele não utilize redes sociais, nem mesmo por intermédio de terceiros, e o monitora por meio de tornozeleira eletrônica. Durante a live, que teve mais de 11 mil visualizações e durou pouco mais de uma hora, Do Val fez críticas e xingamentos ao ministro Alexandre de Moraes, além de exibir o equipamento de monitoramento que é obrigado a usar.
Além da proibição de uso de redes sociais, o senador está sujeito a outras medidas restritivas, como recolhimento domiciliar das 19h às 6h nos dias úteis, com exceção de sessões e votações no Senado, e em tempo integral aos fins de semana, feriados e dias de folga. Caso precise ultrapassar o horário para atividades parlamentares, deve justificar ao Supremo em até 24 horas.
Viagem aos Estados Unidos e bloqueios
No final de julho, Marcos do Val viajou aos Estados Unidos com a família por dez dias, mesmo estando proibido de sair do país. Ele utilizou um passaporte diplomático para realizar a viagem. Ao retornar, o ministro Alexandre de Moraes autorizou uma operação da Polícia Federal no aeroporto de Brasília para abordar o senador.
Do Val também é investigado por tentar arquitetar um plano para anular a eleição presidencial de 2022 e por ataques a investigadores da Polícia Federal. No ano anterior, ele impulsionou campanha de ataques institucionais ao STF e à Polícia Federal, divulgando dados pessoais de delegados envolvidos em investigações no Supremo.
Entre as medidas restritivas estão o bloqueio integral de contas bancárias, ativos, investimentos, veículos, imóveis, cartões, chaves PIX e recursos públicos como salário e verbas de gabinete. O passaporte diplomático foi cancelado e devolvido. A Advocacia do Senado estuda recurso ao Supremo para tentar liberar o salário e as verbas de gabinete do senador.