Economia

Cresce número de lares com apenas um morador no Brasil aponta IBGE

Envelhecimento da população e migração impulsionam aumento de domicílios unipessoais segundo PNAD Contínua

O número de domicílios com apenas um morador no Brasil subiu de 12,2% em 2012 para 18,6% em 2024, segundo a PNAD Contínua do IBGE.

O aumento é atribuído ao envelhecimento populacional e aos fluxos migratórios, enquanto lares nucleares seguem maioria, mas em queda.

Dados da PNAD Contínua sobre domicílios

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nesta sexta-feira (22), o percentual de domicílios unipessoais saltou 6,4 pontos percentuais em 12 anos, passando de 12,2% em 2012 para 18,6% em 2024.

Em contrapartida, as famílias nucleares, compostas por casal com ou sem filhos, ainda representam a maioria dos lares brasileiros, com 65,7% em 2024. No entanto, essa participação diminuiu 4 pontos percentuais no mesmo período.

O estudo aponta que dois fatores principais explicam o aumento das moradias com apenas um morador: o envelhecimento da população e os fluxos migratórios internos.

Distribuição regional e faixa etária

Segundo o levantamento “Características gerais dos domicílios e moradores 2024”, o Brasil possui 77,3 milhões de moradias, abrigando uma população de 211,9 milhões de pessoas.

A distribuição populacional mostra concentração no Sudeste, que reúne 88,6 milhões de habitantes, correspondendo a 41,8% do total. O Nordeste vem em seguida, com 26,9%, e o Sul, com 14,7%. As regiões Norte e Centro-Oeste apresentam as menores participações, com 8,6% e 8%, respectivamente.

Outro dado relevante é a queda no número de pessoas com menos de 30 anos: de 98,2 milhões em 2012 para 89 milhões em 2024, uma redução de 9,4%. O envelhecimento da população é um dos principais fatores para o crescimento dos domicílios unipessoais.