De acordo com pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (20), a aprovação de Lula cresceu em São Paulo, Bahia e Pernambuco em agosto de 2025. No cenário nacional, a diferença entre aprovação e desaprovação caiu para cinco pontos percentuais, a menor desde janeiro.
Apesar de ainda ser mais desaprovado que aprovado no país, o presidente registra avanços importantes em estados estratégicos, impulsionados por fatores econômicos e resposta política.
Desempenho regional de Lula
Em São Paulo, a aprovação do presidente subiu de 29% em fevereiro para 34% em agosto, enquanto a desaprovação caiu de 69% para 65%, dentro da margem de erro. Nos estados do Nordeste, como Bahia e Pernambuco, a aprovação voltou a superar a desaprovação: na Bahia, saltou de 47% para 60%, e em Pernambuco, de 49% para 62%.
Já em Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, Lula segue mais desaprovado do que aprovado. Em Goiás, a desaprovação ficou em 66%, com aprovação oscilando de 28% para 33%. No Paraná, a desaprovação caiu de 68% para 64%, e a aprovação subiu de 30% para 34%. No Rio Grande do Sul, 62% desaprovam e 37% aprovam, ante 66% e 33% em fevereiro. Em Minas Gerais, 59% desaprovam e 40% aprovam, uma melhora em relação aos 63% de desaprovação e 35% de aprovação de fevereiro. No Rio de Janeiro, a desaprovação caiu de 64% para 62%, enquanto a aprovação subiu de 35% para 37%.
Cenário nacional e histórico
No conjunto do país, a desaprovação ao governo Lula recuou de 53% em julho para 51% em agosto, enquanto a aprovação subiu de 43% para 46%. A diferença entre os dois indicadores é de apenas 5 pontos percentuais, a menor desde janeiro de 2025, quando houve empate técnico (49% desaprovavam e 47% aprovavam). O pico de rejeição foi em maio, com 57% de desaprovação e 40% de aprovação, diferença de 17 pontos.
Fatores que influenciaram a melhora
Segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest, a recuperação de Lula em São Paulo é fundamental para seus planos eleitorais. Ele destaca que a melhora na avaliação do governo em agosto resulta da combinação de fatores econômicos e políticos. “De um lado, a percepção de queda no preço dos alimentos trouxe alívio às famílias e reduziu a pressão sobre o custo de vida. Do outro, a postura firme de Lula diante do tarifaço imposto por Donald Trump foi vista como sinal de liderança e defesa dos interesses nacionais”, afirmou Nunes.
O levantamento também aponta que 3% dos entrevistados não souberam responder ou não opinaram sobre o governo. A pesquisa não trouxe dados locais de outros estados além dos já citados.